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	<title>Minhas Folhas de Relva</title>
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	<description>percepções do cotidiano em letras livres</description>
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		<title>Guerra de Opiniões</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 13:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[discurso]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[É difícil segurar, não é? Quando você sabe de algo e ouve a pessoa ao lado falando asneiras. Ou quando percebe que seu interlocutor percebeu tudo errado, entendeu tudo errado. Parece um alien crescendo dentro de você, até rasgar suas entranhas e sair pela garganta como uma bala de bazuca. Opiniões, opiniões, opiniões&#8230; São tudo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1254&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil segurar, não é? Quando você sabe de algo e ouve a pessoa ao lado falando asneiras. Ou quando percebe que seu interlocutor percebeu tudo errado, entendeu tudo errado. Parece um <em>alien</em> crescendo dentro de você, até rasgar suas entranhas e sair pela garganta como uma bala de bazuca. Opiniões, opiniões, opiniões&#8230; São tudo opiniões. Algumas embasadas, com firma registrada e reconhecida em três vias. Outras, recém nascidas. Outras desconhecem a razão, nasceram e se criaram de puro sangue e víscera. Mas todas baseadas nas verdades de cada um.</p>
<p>Criamos discussões para ouvir o eco de nós mesmos, não pelo que o outro tem a dizer. É quase um esporte: o objetivo é testar a argumentação até que sua opinião empurre a bola, o seu adversário e o resto do time rival para dentro do gol. Fim de jogo. Ou, quando as discussões são criadas, ficamos inquietos na cadeira até conseguir uma brecha para disparar &#8220;eu acho&#8221;s, &#8220;eu li&#8221;s, &#8220;eu estudei&#8221;s, &#8220;eu vi&#8221;s e entrar no jogo. Adoramos essa fogo cruzado de palavras, nossas armas e nossos escudos contra a ignorância alheia. Óh!</p>
<p>Por muito tempo, eu evitei entrar em discussões sem munição. Achismo, para mim, não valia. Só abria a boca quando minhas palavras estivessem cheias de verdade. E aos 20 e pouquinhos anos, eu não tinha muita verdade em mim. A vida mostra que somos seres insignificantes fora de nossos castelos de areia. E para não sucumbir, fui aprendendo a achar&#8230; aprendendo a descobrir sentido em poucos segundos sobre aquilo no qual eu nunca havia pensado&#8230; Afinal, não podia ficar fora do jogo, fora da conversa, fora do holofote em destaque no palco.<br />
<span id="more-1254"></span><br />
Mas comecei a perceber que esse jogo é muito chato quando não se deixa a bola rolar. Não há faltas, não há recomeços no meio de campo, nem expulsões, nem jogo acirrado, nem empate, nem viradas. O jogo já começa com o placar determinado. Ninguém convida para uma partida com as palavras se não tiver certeza de que vai vencer. Não é o jogo em si, a arte da discussão, que conta.</p>
<p>Dia desses, colocaram na mesa o assunto da nova cerveja Duff, inspirada no suco de cevada consagrado pelos Simpsons. Pô, a menina veio contar, toda contente, que havia experimentado e que achou a nova marca muito boa, meio amarguinha, mas diferente da Heineken. Mal ela terminou de falar, lá fui eu dizer que não gostei exatamente por ela não ser amarga o suficiente. E a moça soltou &#8220;Ah é, Aline&#8230; Você que curte bastante cerveja, né?&#8230;&#8221;. E a conversa morreu ali. Quem, de fato, ligava para a minha opinião??? Aquilo não era uma discussão entre degustadores. A moça só queria contar que experimentou e gostou. Mas eu, como uma futura entendida (com certificado) no ramo, tinha que abrir a boca e disparar e ser do contra.</p>
<p>Resolvi escrever sobre esse assunto hoje porque estava conversando com meu pai sobre HUMILDADE e admiti que, quando estão em jogo palavras e ideias e argumentos e opiniões, eu subo no salto muitas vezes. Aquela que não tinha muita verdade em si mesma aprendeu com muitos Luis XIV por aí que é preciso ter sempre uma palavra engatilhada na boca, que o silêncio é sinal de fraqueza. Às vezes, pode até ser&#8230; Mas na boca daqueles que têm muito a dizer, o silêncio se torna a arma do discurso mais poderosa. A palavra sábia é humilde. As palavras certeiras esperam a sua vez.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1254/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1254&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lição</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 01:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus deve olhar para muitos daqueles que creem Nele, que dobram os joelhos todos os dias, que não admitem erros e fracassos por acreditarem que significariam os fracassos e erros de Deus, que esperam por milagres onde bastaria o bom senso e pensar: &#8220;Caramba, eles não aprenderam nada ainda&#8230;&#8221;. Já ouviu a canção &#8220;Por Quem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1249&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deus deve olhar para muitos daqueles que creem Nele, que dobram os joelhos todos os dias, que não admitem erros e fracassos por acreditarem que significariam os fracassos e erros de Deus, que esperam por milagres onde bastaria o bom senso e pensar: &#8220;Caramba, eles não aprenderam nada ainda&#8230;&#8221;.</p>
<p>Já ouviu a canção &#8220;Por Quem os Sinos Dobram&#8221;? Sim, do Raul Seixas&#8230; O mesmo que intitulou um de seus álbuns de &#8220;Panela do Diabo&#8221; &#8211; e, por isso, ouvi por anos do meu pai que escutar Raul era praticamente um pecado&#8230; Pois prestem atenção na letra.</p>
<p>&#8220;Nunca se vence uma guerra lutando sozinho.<br />
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato<br />
com toda essa força contida que vive guardada.<br />
O eco de suas palavras não repercute em nada.</p>
<p>É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro.<br />
Evita o aperto de mão de um possível aliado. É&#8230;<br />
Convence as paredes do quarto e dorme tranquilo,<br />
sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo&#8230;</p>
<p>Coragem, coragem&#8230; se o que você quer é aquilo que pensa e faz.<br />
Coragem, coragem&#8230; eu sei que você pode mais. Muito mais!&#8221;</p>
<p>Eu, quando converso com Deus, peço para que Ele me ajude a ver o centro e a circunferência com sinceridade, honestidade e desapego, de peito aberto. E a única coisa que eu realmente temo &#8211; porque o resto são medinhos frívolos &#8211; é não conseguir reconhecer plenamente quem eu sou. Coragem, coragem&#8230; O Paraíso não está em lugar nenhum senão dentro de você.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1249/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1249&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nem &#8220;pelo&#8221;, nem &#8220;para, nem &#8220;por&#8221;</title>
		<link>http://alinemoraess.wordpress.com/2012/02/03/nem-pelo-nem-para-nem-por/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 21:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divã]]></category>
		<category><![CDATA[Textos meus]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Que inebriante é estar feliz por um novo amor Pelo emprego conquistado depois de meses desempregado Pelo nome na lista de aprovados no vestibular Pelo novo corte de cabelo, visual repaginado Pelo carro zero saído da agência, cheirando a novidade Pela chave da casa própria, depois de anos de aluguel Pelo filho que acabou de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1244&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que inebriante é estar feliz por um novo amor</p>
<p>Pelo emprego conquistado depois de meses desempregado</p>
<p>Pelo nome na lista de aprovados no vestibular</p>
<p>Pelo novo corte de cabelo, visual repaginado</p>
<p>Pelo carro zero saído da agência, cheirando a novidade</p>
<p>Pela chave da casa própria, depois de anos de aluguel</p>
<p>Pelo filho que acabou de chegar ao mundo</p>
<p>Pelo nocaute numa doença séria</p>
<p>Por pousar no destino dos sonhos</p>
<p>Por realizar aquela loucura de juventude</p>
<p>Pela festa de quinze anos</p>
<p>Pelo primeiro beijo – e a primeira transa</p>
<p>Vale a pena ser feliz por tudo isso</p>
<p>e muito mais. Muito mais!</p>
<p>Mas acho que não há felicidade mais pura</p>
<p>do que aquela que não tem “pelo”</p>
<p>nem “para”, nem “por”, nem porquê.</p>
<p>Só aquele sorriso fácil de manhã.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1244/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1244&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Aline Moraes</media:title>
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		<title>Para que servem os créditos finais de um filme</title>
		<link>http://alinemoraess.wordpress.com/2012/01/29/para-que-servem-os-creditos-finais-de-um-filme/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 21:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Divã]]></category>
		<category><![CDATA[A Vida é Bela]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Que pedantes aqueles que ficam no final do filme para assistir aos créditos, dizem por aí. Sabe, eu confesso&#8230; sou desses. Conheço 0,000009% dos nomes que rolam pela tela – provavelmente, menos que isso, aliás. Mas gosto de ficar ali, sentada, assistindo ao movimento das letras acompanhando a trilha sonora. É a chance de, ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1236&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Que pedantes aqueles que ficam no final do filme para assistir aos créditos</em>, dizem por aí.</p>
<p>Sabe, eu confesso&#8230; sou desses. Conheço 0,000009% dos nomes que rolam pela tela – provavelmente, menos que isso, aliás. Mas gosto de ficar ali, sentada, assistindo ao movimento das letras acompanhando a trilha sonora. É a chance de, ainda mergulhada naquela atmosfera, pensar sobre tudo que vi, lembrar da cena mais engraçada ou de secar as últimas lágrimas.</p>
<p>É, do filme, a minha despedida.</p>
<div id="attachment_1237" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2012/01/a-vida-c3a9-bela.jpg"><img class="size-medium wp-image-1237" title="A Vida É Bela" src="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2012/01/a-vida-c3a9-bela.jpg?w=300&#038;h=275" alt="" width="300" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Assisti hoje a esse filme pela primeira vez. Os créditos - em italiano, que eu desconheço - me foram muito úteis.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1236&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu segundo intercâmbio</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 21:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não, eu não voltei para Londres, nem estou de partida para a Alemanha ou algum lugar da África. Meu segundo intercâmbio é no Brasil mesmo. Em São Paulo mesmo. Na minha casa mesmo. Um intercâmbio é feito de DUAS migrações: a de ida e a de volta - explica a psicóloga especializada nisso, Andréa Sebben, no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1234&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, eu não voltei para Londres, nem estou de partida para a Alemanha ou algum lugar da África. Meu segundo intercâmbio é no Brasil mesmo. Em São Paulo mesmo. Na minha casa mesmo. Um intercâmbio é feito de DUAS migrações: a de ida e a de volta - explica a psicóloga especializada nisso, Andréa Sebben, no livro &#8220;Intercâmbio cultural: para entender e se apaixonar&#8221;. E o mais engraçado é como esses dois processos se parecem. As crises, as dificuldades e até as forças vêm do mesmo lugar, ainda que em circunstâncias diferentes. E concordo com a autora quando ela diz que a fase de retorno pode ser ainda mais difícil.</p>
<p>Eu me culpo, sinto-me até envergonhada, por sofrer, no meu próprio país, aquela mesma solidão, a mesma dificuldade em conquistar meu espaço. Ser estrangeiro na sua terra natal não é fácil. Na verdade, chega a ser doloroso. Porque não se trata de se descobrir num lugar novo. Tudo parece estar como antes. Você tem que descobrir, na verdade, como encaixar seu &#8220;NOVO EU&#8221; num mundo velho e tão conhecido, mas que te parece, ao mesmo tempo, tão hostil às suas mudanças e necessidades.</p>
<p>A boa notícia: se eu consegui <em>overcome</em> isso lá, consigo aqui também. A má notícia: se lá esse processo foi lento e doloroso, aqui não será diferente&#8230;<br />
<span id="more-1234"></span><br />
* * *</p>
<p>Eu sabia que, de volta, o meu intercâmbio não teria acabado. Pelo contrário, iniciaria-se uma nova fase. Mas, como sempre, nunca estamos de fato preparados para o que vem aí. Eu não estava preparada para lidar, logo de cara, com as expectativas frustadas na minha chegada a Londres. Um ano depois, achava que, por ter superado a fase inicial de frustrações e solidão, eu tiraria de letra qualquer desafio na terra natal. Nã-não&#8230; Não é bem assim.</p>
<p>Claro, minha vivência lá fora me fez mais forte, mas quem disse que eu já criei todas as armas e conheço todos os adversários???! Vixe, faltam ainda muitos intercâmbios, dos mais diversos, nessa vida, para eu lidar com eles sem tropeços e sem choro. O que dei, naquele 29 de Agosto de 2010, foi o primeiro passo. Começou em 26 de Agosto de 2011 o segundo round. Eu estava com muita saudade do aconchego da minha família e dos meus amigos. Com saudade dos nossos dias quentes e ensolarados. Com saudade de poder fazer planos para o futuro, já que minha experiência em UK tinha contornos definidos e data para acabar. Mas o retorno ao Brasil foi como um soco no estômago.</p>
<p>Eu não me senti bem recebida, por incrível que pareça. Explico. Ao entrar no avião, na conexão em Lisboa, sofri um choque muito grande de realidade. No voo, só brasileiros, aquela algazarra, funk rolando solto dos gogós e nenhum sinal da língua inglesa, nem mesmo dos comissários de bordo. A minha primeira reação, por costume, foi falar inglês com eles, que me disseram, em seguida &#8220;tudo bem, pode falar português aqui&#8221;. Tudo bem nada!!! Fora que, quando eu entrei no avião, senti aqueles olhares de &#8220;quem é essa menina estranha?&#8221;, porque eu não estava vestida como eles. Senti os mesmos olhares no aeroporto de Guarulhos. Eram eles me julgando ou eu, que já não me sentia tão &#8220;brasileira&#8221;??? Não sei&#8230; Só sei que foi um voo péssimo.</p>
<p>Eu, que estava louca para, pelo menos, ver as luzes da Sampa noturna lá do alto, nem isso pude. Estava tudo encoberto, no melhor estilo inglês &#8211; que paradoxo! No aeroporto, fui a última a entrar no <em>freeshop</em> porque minhas malas não chegaram. Ficaram presas em Lisboa por culpa da conexão em cima da hora, e só soube disso quando não havia mais nenhuma mala na esteira. Ok, fiz as compras encomendadas na loja, já sem paciência. Quando saio pelo portão de desembarque&#8230; cadê??? Não havia ninguém lá.</p>
<p>Fui até o orelhão e liguei pro meu pai. &#8220;Cadê o senhor?&#8221;. &#8220;Eu tô aqui!&#8221;. &#8220;Não, o senhor NÃO está aqui&#8230;&#8221;. Meu pai estava no portão errado, claro. Eu que fiquei lá, esperando por ele. Tinha uma bandeira do Brasil na minha bolsa de mão e um óculos cuja armação levava as cores da bandeira britânica. Não saquei nenhum dos dois. Tinha perdido todo e qualquer tesão. Eu sabia que a família toda não ia me buscar, parece que essa solicitação veio do quartel lá de casa. Mas não imaginei que seria uma recepção tão insonsa como aquela&#8230;  Claro, encontrar meu pai &#8211; com ou sem algazarra &#8211; foi emocionante, pois eu não o via há um ano. Mas encontrar minha cidade, não.  Fomos no carro falando já sobre problemas, e eu observando aquela megalópole que, pela primeira vez, me pareceu tão feia e sem graça.</p>
<p>Seguimos de carro direto para a nossa casa em Bom Jesus dos Perdões, onde rolaria uma welcome party no sábado. Eu achava &#8211; uma das poucas expectativas que criei &#8211; que estaria todo mundo lá no mesmo dia (cheguei na sexta-feira), mas por um problema de cálculo da minha mãe, ela achou que eu chegaria no sábado e achou que não dava mais tempo de remarcar. E chegar em Perdões também não teve graça. Tudo igual&#8230; Encontrei minha mãe, minha irmã e mais alguns poucos parentes. Estava tão cansada e abatida que nem tive muitas forças para me alegrar com o reencontro o quanto eu gostaria.</p>
<p>Caminhei pela casa. Tudo igual&#8230; Quando entrei no quarto, chorei. Foi um choro estranho, de tristeza por tudo estar igual quando eu queria que tudo estivesse diferente, para que tudo recomeçasse junto comigo e me acompanhasse. Mas só eu havia mudado, por fora e por dentro. O resto, continuava ali, anunciando que o retorno seria traumático. Passar um ano vivendo o novo TODOS os dias, sem exceção, e voltar para o velho e (aparentemente) imutável foi um choque maior do que eu imaginara.</p>
<p>Sábado foi bacana, com momentos emocionantes com a chegada dos meus avós, do meu irmão, da minha prima e das minhas amigas. Aos poucos, todo mundo foi chegando e, eu, respondendo às mesmas perguntas <em>over and over again</em>. Estava aérea, sem muito saco para muito papo. Queria ficar quieta, no meu canto, talvez dormir até todo aquele estranhamento passar. Eu precisaria ter dormido umas três semanas direto&#8230;</p>
<p>Os dias que se seguiram à minha chegada foram dias anestesiados. Eu não sentia NADA. O máximo que fiz foi desfazer as malas (que chegaram no domingo), arrumar minhas latas e garrafas de cerveja na prateleira e dar um tapa no quarto. Não olhei fotos, mal falei com amigos. Caminhava pela cidade sem curiosidade, sem vontade, vazia&#8230; Uma sensação de estranhamento. O novo velho&#8230; Não achei que seria tão ruim assim, logo de cara. Nem rolou a euforia do retorno. Eu, na verdade, não sou uma pessoa eufórica. Nem o começo da minha vida em Londres foi tão eufórico. Mas esse estado anestesiado me assustou.</p>
<p>As coisas começaram a melhorar quando fui para João Pessoa passar uma semana perto do mar e, logo em seguida, comecei a trabalhar. Pegar metrô todo o dia ajudou bastante, ainda mais com a inauguração da linha amarela, cujos trens me lembravam aqueles que me levaram de um lado para o outro nas Europas Central e Leste, durante meus mochilões. Ainda assim, procurava pouco as pessoas (me dediquei praticamente apenas aos meus pais), explorava apenas 0,9% da cidade. Apatia.</p>
<p>Passado um mês, me sentia mais adaptada e feliz por estar de volta. Uma felicidade meio sem explicação. Escancarava os dentes ao ouvir alguém tocando piano na estação Santana, ao experimentar um dia de Sol, ao conversar com um poeta no metrô, ao observar as pessoas. Não era todo o dia assim, mas tive muitos arroubos de felicidade depois do primeiro mês. Começaram os desafios profissionais, escolhas a tomar em tão pouco tempo. Mas passei por elas, fiz o que achava certo e , pela primeira vez, acho que ouvi minha intuição. Meu trabalho estava interessante e foi se estendendo (era um job de apenas um mês, a princípio), eu havia traçado perspectivas para 2012 e estava contente. Fui à praia &#8211; Ubatuba, finalmente &#8211; e senti minha bateria se recarregar. Só não voltei a Perdões. Decidi que só pisaria lá quando a reforma estivesse concluída, porque eu precisava daquela casa nova. Na velha, eu não cabia mais. Não por falta de espaço. Caber, depois de um intercâmbio, toma outros significados. Passa a exigir uma forma nova, mais aberta, desconhecida.</p>
<p>Tudo correu razoavelmente ok até completar três meses. Bem na virada de Novembro para Dezembro, a crise começou. Percebo, agora, que estou passando pelo mesmo processo de adaptação pelo qual passei em Londres. Lá, Outubro e Novembro foram meses melhores, quando experimentei coisas novas, me arrisquei, ainda que timidamente. Mas a virada para dezembro, não. Mais frio, a proximidade das festas. Foi um mês muito difícil, quase tanto quanto Setembro, o primeiro mês lá.</p>
<p>Eu esperava por dificuldades, por crises quando voltasse. Mas, sinceramente, não esperei que fosse assim. Uma das coisas mais duras é ver as pessoas  voltando às suas rotinas quando você ainda não tem uma. Você não sabe mais qual o seu lugar e o seu papel da vida dos amigos mais próximos. Eles têm novos amigos, novos gostos, novos costumes e viveram experiências das quais você não participou. Isso dá medo. A gente acaba até esquecendo o quanto ELES devem ter tido medo de toda a novidade que eu carregaria dentro de mim quando voltasse.</p>
<p>O problema é que aquilo que eu trouxe do exterior vive em mim como um vírus incubado. Não dá pra viver gostos e costumes aqui porque o lugar é diferente, as opções são diferentes e as pessoas que construíram aquilo com você já não estão mais ao seu lado. A experiência acabou. Fim de um ciclo. O novo é parte de você, sempre será, mas não se expressa assim tão fácil. Isso também gera um conflito enorme! Você sente, literalmente, que voltou pra sua terra natal sem alguns pedaços. Você não está mais 100% ali. E qual a solução que buscamos? Tapar esses &#8220;buracos&#8221; com coisas daqui. Você quer ter a família mais perto, os amigos mais perto, recuperar as coisas que sempre gostou de fazer mas também teve de manter incubadas quando o exterior não lhe oferecia as condições para vivê-las.</p>
<p>O problema disso tudo é fácil de apontar: na vida das pessoas do seu convívio próximo, talvez não caiba mais viver contigo aqueles gostos e costumes que você buscou ao retornar, para tomar de volta a sua &#8220;identidade&#8221;, meio manca&#8230; Talvez não caiba mais aquela participação que um sempre teve na vida do outro. É necessário construir praticamente do zero. E foi aí que eu entendi por que a migração de retorno pode ser mais difícil que a de partida: começar de novo no velho conhecido é muitíssimo doloroso. Gera culpa. Gera vergonha. Gera incompreensão. Lá fora, você era a intercambista, convivendo com intercambistas, e as dificuldades eram esperadas e compartilhadas.  Se você demora a se encaixar, você se dá uma, duas, mil chances, pois está num país novo, cultura nova, pessoas novas. <em>You&#8217;re on your own</em>.</p>
<p>Aí, a psicóloga autora do livro que citei no começo, faz a seguinte pergunta: &#8220;Quando você estava no intercâmbio, cada dia não era uma novidade? Você não se esforçava para conquistar seu espaço, suas amizades, a confiança das pessoas? E por que aqui haveria de ser diferente?&#8221;. Concordo, concordo. Mas como entender e compartilhar essas mesmas agruras no país &#8220;velho&#8221;, na cultura &#8220;velha&#8221;, com pessoas &#8220;velhas&#8221;??? Esse é o meu território, poxa! Ops&#8230; será?</p>
<p>Ainda estamos no começo de Dezembro, mas já sei que a minha resolução para 2012 será a mesma que fiz para 2011: superar as dificuldades, não choramingar e viver intensamente. Isso exige esforço. Eu me esforcei muito em Londres e as recompensas foram incríveis. O desafio é incorporar aquela mesma postura. Ainda que seja custoso, é preciso respirar fundo e admitir que, uma vez &#8220;Cidadão do Mundo&#8221;, sempre &#8220;Cidadão do Mundo&#8221;. Admitir que você nunca estará 100% em lugar nenhum, como já esteve antes de partir pela primeira vez. A verdade é que somos estrangeiros toda a vez que somos &#8220;recém-chegados&#8221;.</p>
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		<title>O dia em que eu (quase) conheci Brian May e Roger Taylor</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 16:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Intercâmbio]]></category>
		<category><![CDATA[London]]></category>
		<category><![CDATA[Brian May]]></category>
		<category><![CDATA[Brick Lane]]></category>
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		<category><![CDATA[Queen]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Taylor]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado, comemorou-se 40 anos desde o surgimento da minha banda favorita: Queen. Rolou uma exposição numa galeria em Brick Lane, um dos endereços mais descolados de Londres, e eu fui lá conferir (veja post). Na saída, eu e o segurança engatamos uma conversa. Ele, um negão de, pelo menos, um metro e oitenta, que perguntou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1227&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado, comemorou-se <strong>40 anos</strong> desde o surgimento da minha banda favorita: <strong>Queen</strong>. Rolou uma exposição numa galeria em<strong> Brick Lane</strong>, um dos endereços mais descolados de <strong>Londres</strong>, e eu fui lá conferir (<a title="Exhibition Queen London" href="http://alinemoraess.wordpress.com/2011/03/04/fabulous-queen-e-nao-nao-e-a-rainha/" target="_blank">veja post</a>).</p>
<p>Na saída, eu e o segurança engatamos uma conversa. Ele, um negão de, pelo menos, um metro e oitenta, que perguntou se eu curti a exposição. Disse que percebeu que eu fiquei horas lá dentro &#8211; e foi mesmo. Papo vai, papo vem, comentei que seria super bacana encontrar o <strong>Brian e o Roger</strong> lá. O segurança me disse que, na inauguração, eles estavam lá, mais um monte de gente famosa e algumas pouco famosas, mas que chamaram a atenção, como a namorada do guitarrista do Rolling Stones, uma brasileira que tem, pelo menos, um terço da idade dele. Falamos, claro, sobre o fato de eu ser brasileira (assunto inerente a qualquer conversa na Europa) e eu perguntei se eles &#8211; o Brian e o Roger &#8211; não iriam à exposição de novo.</p>
<p>Aí, o segurança desceu dos seus quase 2 metros de altura e falou num tom de segredo: &#8220;Então, eles virão semana que vem. Querem chegar bem cedo pra curtir a exposição sem serem incomodados&#8230; Mas e daí se eles chegarem e você estiver aqui, passando, como quem não quer nada? Só não diga que fui eu quem avisou, ok?&#8221;. O segurança - <strong>Paul</strong> é o nome dele -até  pegou meu número de celular e deu um toque no meu, pra eu ter o número dele também. Disse que me ligaria. E assim eu fui embora, num final de semana meio cinzento (pra variar), mas cheio das cores do Queen e da exposição.<br />
<span id="more-1227"></span><br />
Três dias depois, um dia antes do Dia D, o Paul me mandou uma mensagem. Disse que haviam mudado a data e que guitarrista e baterista iriam à exposição dois dias depois do previsto. Agradeci horrores ao querido Paul, o segurança, e ele respondeu com uma das cantadas mais legais que já levei: &#8220;Agradeça à sua mãe, por ter te feito uma gracinha.&#8221; Ainda tenho o número de celular dele na minha agenda. E a mensagem também (recordações de um tempo bom&#8230;rs).</p>
<p>Um dia antes da quinta-feira em que eu encontraria cara a cara dois dos meus maiores ídolos do rock, eu e meus housemates fizemos uma festinha informal em casa, em pleno dia de semana. Rolou muita Carslberg, muita Foster, muita Cider&#8230;. e muita coisa depois disso (que é censurada para este post &#8211; fiquem vocês com a imaginação fervilhando aí&#8230;rs). Resultado: acordei acabada e atrasada. Já era&#8230;. Achei que não valia a pena ir mais&#8230;. Eu tinha que estar na<strong> Old Truman Brewery</strong> antes das 9 da manhã. No way&#8230; Desisti mesmo. Mais tarde, mandei uma mensagem para o Paul, dizendo que não consegui ir&#8230; E quase não acreditei quando ele me disse que os astros ficaram dando autógrafos e tirando fotos até 1 da tarde! Aaarggghhhh&#8230;</p>
<p>E esse foi o dia em que quase conheci <strong>Brian May e Roger Taylor</strong>. Claro que me arrependi. Podia ter voltado para o Brasil com uma foto com a cara de criança feliz ao lado dos meus ídolos. Podia ter contado aos prantos pro Brian como eu aprendi inglês aos sete anos cantando as músicas do Queen. Mas só por essa história toda já valeu a pena.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1227/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1227&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Preconceito contra ateus</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 16:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ateu]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta-feira passada, comprei a edição de dezembro da revista Planeta por causa da capa: &#8220;Sem Fé nem Deus&#8221;. É um assunto sobre o qual tenho pensado mais intensamente nos últimos anos e que tem ganhado mais espaço na mídia. Alguns dados citados e brevemente discutidos na matéria me surpreenderam e resolvi postar aqui, já que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1224&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira passada, comprei a edição de dezembro da revista <strong>Planeta</strong> por causa da capa: <span style="color:#33cccc;"><strong>&#8220;Sem Fé nem Deus&#8221;</strong></span>. É um assunto sobre o qual tenho pensado mais intensamente nos últimos anos e que tem ganhado mais espaço na mídia. Alguns dados citados e brevemente discutidos na matéria me surpreenderam e resolvi postar aqui, já que meu último post também teve a ver com o assunto. <strong>Vamos lá, à pergunta: você votaria num candidato negro? mulher? judeu? gay ou lésbica? ateu?</strong></p>
<p><a title="Pesquisa Gallup 2011" href="http://www.gallup.com/video/148106/Americans-Hold-Certain-Biases-Choosing-President.aspx" target="_blank">Pesquisa</a> feita este ano pelo instituto Gallup, nos EUA, mostra que um <strong>candidato ateu</strong> teria menos chance de vitória: 49% das pessoas NÃO votaria em alguém que acredita que Deus não existe. Uma <a title="Pesquisa Brasil 2007" href="http://veja.abril.com.br/261207/p_070.shtml" target="_blank">pesquisa</a> semelhante foi feita no Brasil em 2007 pelo CNT/Sensus e o resultado: 59% dos entrevistados NÃO votariam num <strong>ateu</strong>. Eles também fizeram a comparação com um possível candidato negro, mulher ou homossexual.</p>
<p>Um outro dado brasileiro &#8211; uma <a title="Pesquisa FPA 2008" href="http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/editora/teoria-e-debate/edicoes-anteriores/intolerancia-diversidade-sexual" target="_blank">pesquisa</a> de 2008 sobre diversidade, feita pela Fundação Perseu Abramo &#8211; mostra que os <strong>ateus</strong> são os mais rejeitados (42%). A comparação foi bem heterogênea, trabalhando sempre com grupos estigmatizados, como usuários de drogas, ex-presidiários, prostitutas, homossexuais, e outros, incluindo a categoria &#8220;gente muito religiosa&#8221;.</p>
<p>Me surpreendi com esses resultados. Sinal de que as pessoas associam demais <strong>religião com moralidade.</strong> E que elas ainda não distinguem<strong> religiosidade de espiritualidade</strong>.</p>
<p><span style="color:#99cc00;"><strong>O que você acha?</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1224&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Aline Moraes</media:title>
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		<item>
		<title>A Fé, a religião e os ateus</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 02:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[ateu]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Brum]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[Diálogo entre uma ateia e um evangélico, publicado hoje na coluna da Eliane Brum, na revista Época: - Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé? &#8211; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1219&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diálogo entre uma ateia e um evangélico, publicado hoje na <a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/dura-vida-dos-ateus-em-um-brasil-cada-vez-mais-evangelico.html" target="_blank">coluna</a> da Eliane Brum, na revista Época:</p>
<p><em>- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?</em><br />
<em> &#8211; Por que as boas ações não salvam.</em><br />
<em> &#8211; Não?</em><br />
<em> &#8211; Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.</em></p>
<p>Minha família é da Congregação Cristã do Brasil. Mas eu nunca fui batizada. Felizmente, o batismo, lá, só pode acontecer a partir dos 12 anos. Eu nunca demonstrei vontade de me batizar e minha mãe, graças a Deus (mesmo!) nunca me obrigou. Eu não queria ser parte de uma congregação que prega que mulheres não podem usar calça comprida, nem cortar o cabelo ou pintar as unhas. E nas vezes em que participei de um culto, com a minha avó, nunca tirei o esmalte antes de entrar e, indo direto da escola, ia de calça comprida mesmo. E não continuei, entre outro motivos, porque não suportava não ser aceita sem saia e de unha pintada num ambiente que deveria ser o templo da tolerância.</p>
<p>Mas eu acredito em Deus, porque acredito que deve haver algo antes do Big Bang. Algo maior que nós e que a própria Ciência. Mas algo que, ao mesmo tempo, é a própria Ciência. E a humanidade. Hoje, sinto a paz de acreditar num Deus que não me salvará. Num Deus que não coloca o dedo em tudo, arbitrariamente. Num Deus que está dentro de mim e de você e do outro. Mas, por muitos anos, estive em conflito com a ideia de Deus. Nunca duvidei Dele, pois cresci num universo cristão e nunca tive uma referência ateia, mas duvidei muitas e muitas vezes das definições de Deus.<br />
<span id="more-1219"></span><br />
Lembro de perguntar à minha mãe por que Deus permite que pessoas inocentes morram em terremotos do outro lado do mundo. Se ele é onipotente e onipresente, por que ele permite isso? Jura mesmo que era a hora de todas aquelas pessoas e Ele criou um evento de destruição em massa? Quando eu prestei a FUVEST, não deixei de orar antes de sair para a prova. Minha família toda orava por mim. E eu passei. Por ter orado tanto, uma parte de mim dizia que meu sucesso havia sido permitido por Deus. Mas por que Ele permitiu que eu passasse e outra pessoa não? Várias eram as perguntas sobre os “porquês” de Deus e as respostas nunca me convenceram. Para mim, Deus deveria ser bondoso, como um bom pai, mas suas ações teriam um limite sobre a vida de seus filhos, como têm as de um bom pai. Sua presença, ao contrário, seria infinita. Porém, o Deus das religiões era uma entidade controladora, prepotente e – pior – agia como um pai que tem predileções por um filho e não por outro.</p>
<p>Uma nova dúvida surgiu quando namorei um ateu. Ficava pensando – nunca partilhei isso com ele – em como ele seria “julgado” no tal dia do juízo final. Nunca acreditei que Deus poderia mandá-lo para o Inferno por ser ateu. Senão, não seria Deus. Meu ex-namorado fuma, bebe, já fez um monte de merda na vida. Mas é inteligente, corre atrás dos seus ideais, é honesto e sincero, e faz o bem. Ele não é apegado aos bens materiais, vive uma vida simples e sua satisfação é servir à Educação – ele é professor de Física em escola pública. Sem acreditar em Deus, ele coloca em prática um monte dos ensinamentos que atribuímos a Ele e ao princípio cristão.</p>
<p>A ideia de Deus, de Cristo, as religiões&#8230; Para mim, são todas – e apenas – convenções. Nomes, como em &#8220;O Nome da Rosa&#8221;. Chame do que quiser, ou não chame de nada. Desde que você acredite em algo que considere bom e pratique aquilo em que acredita. Uma frase, dita pelo físico Henry Poincaré, é emblemática para mim: “Não importa o Deus em que você acredita. É a Fé que faz os milagres.”</p>
<p>Hoje, estou em paz com Deus e com o meu relacionamento com Ele. Eu, finalmente, desisti das religiões. Mas não da minha Fé.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1219/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1219&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Aline Moraes</media:title>
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	</item>
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		<title>A novela do MTB</title>
		<link>http://alinemoraess.wordpress.com/2011/11/04/a-novela-do-mtb/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 01:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia & Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[como tirar o MTB]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[MTB]]></category>
		<category><![CDATA[registro de jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[registro profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Registro Profissional do Jornalista. Depois de todo o rolo do diploma, me esqueci de que o MTB um dia seria necessário. Voltei de Londres com essa pendência pra resolver, mas fui deixando pra lá&#8230; pra lá&#8230; arranjei trampo, ninguém quis saber de MTB&#8230; e fui deixando mais pra lá. Mas a necessidade bateu à porta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1211&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Registro Profissional do Jornalista</strong>. Depois de todo o rolo do diploma, me esqueci de que o<strong> MTB</strong> um dia seria necessário. Voltei de Londres com essa pendência pra resolver, mas fui deixando pra lá&#8230; pra lá&#8230; arranjei trampo, ninguém quis saber de MTB&#8230; e fui deixando mais pra lá. Mas a necessidade bateu à porta e a novela mexicana começou. A história de amor ao contrário entre Maria do Bairro Santana e Antonio Carlos Burocrático.</p>
<p>Quando comecei a pesquisa sobre como tirar o MTB, fiquei desesperada. Vários depoimentos falando mal do serviço; da necessidade de levar um livro pra suportar a fila; de como demora, pelo menos, dois meses pro registro sair; de gente que foi até Piracicaba pra conseguir o MTB na hora&#8230; e por aí foi.  A documentação também foi um problema. Quando você pesquisa no Google, aparece uma matéria no site do<strong> Sindicato dos Jornalistas</strong> de&#8230;2005! As melhores informações eu consegui em blogs de outros sofredores como eu. Infelizmente, o site do Sindicato e o do <strong>Ministério do Trabalho</strong> ou estão defasados ou, simplesmente, tornam complicadíssimo achar qualquer informação na busca.</p>
<p>Depois da minha saga, das pesquisas, dos e-mails trocados com quem já tirou MTB e das caras na porta que eu tomei, acho que minha experiência vai ajudar outros perdidos e coitados, em busca de uma simples etiqueta na <strong>carteira de trabalho</strong>. Pra saber, clique em &#8220;Mais&#8221; &gt;&gt;&gt;<br />
<span id="more-1211"></span><br />
<span style="color:#99cc00;"><strong>Capítulo 1: Os Documentos</strong></span></p>
<p>* Cópia e original do RG e CPF (se já tiver o número do CPF no RG, não precisa levar o cartãozinho azul);<br />
* Cópia e original do diploma;<br />
* Cópia das duas folhas onde está a foto da Carteira de Trabalho e o documento original;<br />
* Cópia e original de comprovante de residência;<br />
* Número do PIS &#8211; e, nesse tópico, eu abro um grande parênteses. Vamos lá. Na outra linha, que é grande. Aliás, merece um capítulo todo.</p>
<p>(<span style="color:#99cc00;"><strong>Capítulo 2: O número cabalístico do PIS</strong></span></p>
<p>Ele é solicitado pelo seu primeiro empregador pra que você contribua com o INSS e possa receber o FGTS. Se você não sabe o seu, pode consultar nas agências da Caixa Econômica Federal. É só pedir o extrato do PIS que o número sai lá, mesmo que você nunca tenha recolhido nada. Entretanto, se você, assim como eu, nunca foi registrado na vida, consequentemente não terá esse número do PIS. Óbvio. Mais ou menos&#8230;</p>
<p>Cheguei a ler que é necessário ir à Caixa pedir uma declaração de que você não tem o PIS. Assim o fiz. Quero dizer, o cara que me atendeu na Caixa imprimiu apenas um papel tosco com meu nome e data de nascimento. Ele nem entendia por que eu clamava por um número que não existia e menos ainda por que eu precisava de uma declaração disso. Tudo porque li por aí e ouvi de uma funcionária da Gerência Regional do Trabalho e Emprego que o número maldito era impreterivelmente necessário &#8211; e olha que eu expliquei que eu não tinha carteira assinada. No final da declaração tosca da Caixa, dizia &#8221;trabalhador não encontrado&#8221; &#8211; aí a prova! Fiquei triste, na verdade, porque eu trabalho desde 2006 &#8211; como estagiária, mas era trabalho, poxa&#8230;.. Enfim, depois de quase 45 minutos na agência, saí com um papel inútil, que não foi solicitado na hora de tirar o registro. Foi bastante natural para a atendente do Ministério do Trabalho o fato de que eu não tinha PIS. E fim de papo.</p>
<p>Fim de papo???! Não&#8230; Alguns colegas na mesma situação tiveram que tirar o NIT. Esse número é tipo um PIS, mas para quem quer contribuir com a Previdência Social sendo um profissional autônomo, por exemplo. Sim, o NIT foi solicitado por alguém na mesma posição da moça que me atendeu hoje e não pediu nada. Critérios bastante sólidos, como você pode ver&#8230; Por via das dúvidas, eu tirei o meu antes de ir à Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, lá no Centro. Para ter o seu NIT, basta se cadastrar no site do <a title="NIT" href="Ele nem entendia por que eu clamava por um número que não existia. Tudo porque" target="_blank">DataPrev</a>. Se você não estiver com pressa de tirar o MTB, como eu estava, arrisque ir sem NIT nem PIS e veja o que acontece. Digo isso porque não sei quais são as implicações de ter esse cadastro no DataPrev, se é necessário pagar ou se posso, simplesmente, cancelar o número. Vou esclarecer com a minha mãe e depois conto aqui.</p>
<p><strong>Resumindo essa lambança:</strong> PIS é pra quem já foi registrado na vida. Se não sabe qual é o seu, procure uma agência da Caixa. Se nunca foi registrado, não se preocupe. Leve o resto da documentação e vá em frente. Se teimarem, arme um barraco!)</p>
<p><span style="color:#99cc00;"><strong>Capítulo 3:  O caminho das pedras</strong></span></p>
<p>Até meados de 2010, todos os jornalistas paulistas tinham que se dirigir à Superintendência Regional do Trabalho, o órgão central do Ministério do Trabalho no Estado de São Paulo. Imagine a loucura de receber o estado todo numa única repartição pública&#8230; Até que abriu a Gerência Regional em Piracicaba e quem estava desesperado pelo seu MTB viajava até lá pra consegui-lo no mesmo dia. Meses depois, o Ministério abriu outras gerências no estado. Segundo o site do MTE, também estão habilitadas as unidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Franca, Guarulhos, Presidente Prudente, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos e Sorocaba.</p>
<p>Ah, na capital, a Gerência da Zona Norte também está na lista! E essa eu conferi. Liguei lá na segunda-feira passada e me confirmaram que estão prestando serviço de registro profissional lá &#8211; por enquanto, das 10h às 13h. Legal, é pertinho de casa! Fica a uns, sei lá, oito minutos a pé da estação Parada Inglesa do Metrô (linha azul). Foi para lá que eu me dirigi hoje, com todos os meus documentos, as cópias e todas as alternativas caso a história do PIS resolvesse zicar. Qual não foi minha surpresa quando vi um cartazinho: &#8220;Registro Profissional. Esse serviço não funcionará de 02/11 a 15/11&#8243;. Bacana! Resolveram emendar dois feriados separados por mais de uma semana de distância. Só não chorei depois dessa porque eu havia prometido a mim mesma que a nova Aline não choraria sobre o leite derramado, sobretudo o leite coalhado da burocracia &#8211; já sofri muito com ela em Londres, nem convém relembrar meu drama.</p>
<p>Respirei fundo e decidi, às 10h30, que eu iria à Superintendência, lá na Martins Fontes, pertinho do Metrô Anhangabaú. Já estava me preparando para uma fila homérica e pra chegar atrasadééérrima no trampo.  Peguei minha senha no térreo, subi ao primeiro andar e, quando entrei na salinha, só havia um moço se levantando da cadeira. Não acreditei que eu já era a próxima, sem ao menos ter esquentado o banco da salinha de espera! A moça era simpática, conferiu meus documentos e não fez caso com o PIS que não tinha como existir mesmo&#8230; Não precisei de declaração nem de NIT. Apenas de bom senso.</p>
<p>Como eu prestei um concurso, levei o edital, constando meu nome entre os que passaram na primeira peneira e a data em que eles solicitam os documentos. Grifei tudo com caneta marca-texto, a moça juntou as folhas com o resto da documentação e colocou num envelope onde se lia &#8220;URGENTE&#8221;. Meu MTB fica pronto, com certeza, dia 16 de Dezembro, mas, por conta do pedido com urgência, ele pode sair antes, para ficar pronto na data solicitada pelo concurso. Devo aparecer lá pra conferir se deu certo. Mas dia 16 sai, sim sinhô! <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E, com esse final feliz, terminou a minha novela, mais dramática que as mexicanas, na verdade, porque foi real.</p>
<p>* * *</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Servicinho básico:</span></p>
<p><strong>Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo</strong></p>
<p>Rua Martins Fontes, 109 – 1º andar – sala 103<br />
Segunda a sexta das 9h as 15h30</p>
<p><strong>Gerência Regional do Trabalho e Emprego na ZONA NORTE</strong></p>
<p>Av. General Ataliba Leonel, 2764 &#8211; Parada Inglesa<br />
Segunda a sexta das 10h as 13h<br />
Telefone: (11) 2973-8927 / 2979-6296</p>
<p><em>* O segundo número até atende. Você pode dar sorte de uma mocinha simpática falar do outro lado da linha, ou o azar de ficar falando sozinha em duas tentativas, até que, na terceira, eles simplesmente deixam o telefone no modo &#8220;O número que você ligou está impossibilitado de receber chamadas&#8221;&#8230;</em></p>
<p>Para conhecer as outras Gerências Regionais, acesse o <a href="http://portal.mte.gov.br/delegacias/sp/gerencia-regional/" target="_blank">site do MTE</a>.</p>
<p>Espero que esse post ajude! <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alinemoraess.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alinemoraess.wordpress.com/1211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1211&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Reencontrando os Smurfs</title>
		<link>http://alinemoraess.wordpress.com/2011/10/24/reencontrando-os-smurfs/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 02:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Moraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Smurfs]]></category>

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		<description><![CDATA[Os homenzinhos azuis, que têm &#8220;duas maçãs&#8221; de altura, fizeram parte da minha infância. Mas eu pouco lembrava dos Smurfs. Sabia a música tema, o nome de alguns deles e conhecia a voz do Papai Smurf. Gargamel era um nome conhecido, mas não me recordava do gatinho companheiro dele. Refresquei a memória nesse sábado, quando, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alinemoraess.wordpress.com&amp;blog=9611985&amp;post=1199&amp;subd=alinemoraess&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1201" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2011/10/dscn3117.jpg"><img class="size-medium wp-image-1201" title="Papai Smurf" src="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2011/10/dscn3117.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Meu Papai Smurf de pelúcia aproveitando que saiu dos quadrinhos pra saborear uma breja belga <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p></div>
<p>Os homenzinhos azuis, que têm &#8220;duas maçãs&#8221; de altura, fizeram parte da minha infância. Mas eu pouco lembrava dos <strong>Smurfs</strong>. Sabia a música tema, o nome de alguns deles e conhecia a voz do Papai Smurf. Gargamel era um nome conhecido, mas não me recordava do gatinho companheiro dele. Refresquei a memória nesse sábado, quando,  finalmente, assisti ao filme dos Smurfs, que estreou esse ano.<br />
<span id="more-1199"></span><br />
Além das risadas e do divertimento fácil, fica sempre aquela &#8220;moral da história&#8221;. Também não me lembrava de que cada Smurf era chamado pela qualidade que o tornava único. Pintor, cozinheiro, músico, cientista&#8230; tem até jornalista! <strong>Peyo</strong> criou um bichinho pra cada ofício, cada talento, e até para as nossas &#8220;falhas&#8221;. Na verdade, ele também trabalha com estigmas, aquilo que os outros veem em você, que te marca para sempre e não deixa ver outras qualidades. Assim é o &#8220;Desastrado&#8221;, reconhecido pra sempre por esse &#8220;defeito&#8221;, deixando de lado o fato de que ele é o mais amoroso e determinado smurf de todos os cogumelos gigantes do mundo!</p>
<p>Tá, é uma liçãozinha de moral clichê, das mais básicas, como em todo o desenho animado. Mas, se ainda mexe com as pessoas, é porque esquecemos do mais simples e esses filminhos, se não nos fazem mais cultos, ao menos acabam nos relembrando desses pequenos valores.  E é sempre bom ter em mente que, entre seis bilhões de &#8220;smurfs&#8221;, cada um tem algo especial a oferecer e um papel a cumprir. E a gente só descobre de verdade quando tenta, experimenta, se arrisca e acredita. Cada criação, cada descoberta &#8211; seja uma ideia para um desenho animado, como a de Peyo, ou a noção de quem você é e a que veio &#8211; é um ato de coragem.</p>
<div id="attachment_1202" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2011/10/smurfs.jpg"><img class="size-full wp-image-1202 " title="Smurfs" src="http://alinemoraess.files.wordpress.com/2011/10/smurfs.jpg" alt="" width="720" height="960" /></a><p class="wp-caption-text">Em Bruxelas, na Bélgica, conhecemos o Museu dos Quadrinhos e lá estão alguns desenhos e moldes originais feitos por Peyo, o criador dos Smurfs - ou melhor, Les Schtroumpfs, no original em Francês. Uma visita muito divertida!</p></div>
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