Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

TPM sabor chocolate 07/04/2010

Filed under: Comportamento,Cotidiano,Saúde — Aline Moraes @ 7:44 PM
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Hoje eu detonei uma barra de chocolate Talento. Praticamente tudo de uma vez. Eu não sou propriamente uma chocólatra, mas, nessa época, é irresistível. Aliás, quando estou de TPM, é necessário. Meu gineco já disse que a combinação leite + cacau não é nada, nada recomendável para esse período trágico do mês. Só piora os efeitos. Mas a vontade por chocolate, coincidentemente, aumenta! A TPM é definitivamente, a coisa mais cruel do mundo…

sofri muito por causa dela. Quando chegava a semana, já avisava as amigas “não me liguem, não falem comigo”. Era melhor. A tempestade num copo d’água praticamente deixa de ser força de expressão nesses poucos, mas longos dias. Porque se eu derramar um copo na mesa, pronto, parece que ela foi varrida por um tsunami. Tudo toma proporções escalafobéticas!

É nas pessoas mais próximas que eu mais desconto minha irritação, minha sensibilidade exagerada, minha carência e, principalmente, meus momentos de lucidez extrema, em que eu falo tudo o que “tá pegando”, sem medir palavras ou consequências. Sou uma pessoa contida e bastante racional, mas não de TPM.

Resolvi me tratar, encarar a TPM como um problema de saúde psicológica. Tomei um remédio manipulado por três meses seguidos e, nos momentos de maior necessidade, botava pra dentro dois comprimidos de fitoterápico à base de maracujá ou qualquer coisa do tipo. Deu certo, melhorei.  Ainda choro, ainda me irrito, mas com menos intensidade. O efeito colateral foi falar. Nossa, agora, na TPM, eu falo pelos dedos do pé! Falo muito, rápido, sem parar, com um entusiasmo que até o corpo estranha. Vou falando até eu mesma me dar conta. “Tô falando demais, né?”

Deixei de precisar de um pote de Nutella – que era a minha fonte de chocolate oficial. Deixei os remédios também. Talvez eu devesse ter continuado, mas senti que fez efeito e parei o tratamento (como geralmente fazem os tuberculosos depois que o corpo se sente bem – e fazem errado).

Acho que aprendi a conviver melhor com a TPM. Quem convive comigo, também. Pelo menos aprenderam a reconhecê-la, o que é um passo muito bom para verem que, mesmo que acometa a pessoa mais fresca e carente e irritada do mundo, a TPM não é frescura. Meu ex até dizia “tá acabando a cartela, né?”, em tom de brincadeira, referindo-se ao anticoncepcional. E entendia quando eu estava na fissura pela combinação maldita de leite + cacau.

Entender a TPM vira sinal de cumplicidade. Buscar ajuda também. Ainda que você não resista a uma barra de chocolate, a um pote de Nutella ou a uma caixa de Bis branco na semaninha infernal.  A TPM não precisa ser amarga também, né?

 

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