Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Partilhando balões 25/07/2010

Filed under: Divã,Intercâmbio,Textos meus — Aline Moraes @ 10:23 PM
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Não consigo conceber pessoas que não sonhem. No que elas pensam quando acordam? O que elas veem quando fecham os olhos? Que horizonte elas desenham? O que sentem pelo dia seguinte?

Claro, não acredito que devamos viver apenas para nossos sonhos, que geralmente são coisas altas, grandiosas (até demais). Afinal, nossa vida é feita também (aliás, principalmente) dos pequenos e discretos acontecimentos do cotidiano, no bom e velho “um dia de cada vez”. Viver só de sonhos e apenas para os sonhos seria passar o tempo todo em degraus… Mas perseguir (com a devida certeza) o sonho fortalece-nos, faz-nos crescer, aprender, questionar-se, olhar-se, entender-se um pouco melhor.

Talvez correr atrás de sonhos seja uma busca pelo controle da vida, dirão. Mas talvez seja também uma busca por engrandecê-la, valorizá-la. Afinal, para realizar um sonho é preciso, muitas vezes, abrir mão do que é certo e cômodo para arriscar-se. Sim. Por mais planejado que seja, realizar um sonho é um risco. É lançar-se no novo, ainda que ele tenha sido tão imaginado e previamente vivido.

Na busca pelo meu, descobri que, no fim, sonho é relacionamento. Sonhar sozinho é ficar nos degraus apenas, subindo e descendo, sem chegar a lugar nenhum. Sonhar junto, apoiado e acreditado faz a coisa crescer, acontecer. E vira experiência de vida também para quem está nessa conosco. Um sonho nunca é egoísta. Se não há envolvimento nosso com o mundo, não é digno de ser um sonho.

Eu sempre fui sonhadora. E hoje sei que também posso ser grande, do tamanho do meu sonho (por mais insignificante e irrelevante que ele pareça aos olhos do universo). Quero seguir semeando, cultivando e colhendo realizações. Com você, você e você também, que eu não conheço, mas hei de conhecer e de partilhar esses balões

* * *

Ponto e vírgula

Somei, dividi, multipliquei.
Rasguei, costurei, teci.
Abri, cavei, remexi.
Violei, me deixei violar.
Sonhei, somei balões.
Derreti. Fundi.
Desconstruí.
Agora construo.
E ainda sonho.
Eu não termino em mim.

* * *

“Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só… Mas sonho que se sonha junto é realidade.” (Raul Seixas)

 

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