Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Mochilão Express – uma breve introdução 05/07/2011

Filed under: Intercâmbio,Viagens — Aline Moraes @ 11:57 PM

Fazer uma viagem internacional para 5 países em 11 dias resulta em quatro coisas básicas: boca aberta, bolha no pé, cansaço generalizado e uma vontade enoooorme de viajar de novo (mesmo enquanto você ainda está viajando).

Dos dias 23 de Maio a 2 de Junho, eu, minha Mamis e nossa amiga Viviane viajamos pela Europa. Fomos a Paris, Zürich, Münich, Berlin, Amsterdam e Brussels (com um dia em Bruges). Um sonho de muito tempo, fazer um mochilão com a minha mãe. Nós, que sempre partilhamos o encantamento pelo estrangeiro e a vontade de viajar. Chegou, finalmente, a nossa vez – depois de hospedá-la por 5 dias em Londres pra apresentá-la à minha “segunda casa” – visita essa que merece um post próprio, que logo virá. O “problema” do nosso mochilão foi que passamos, em média, apenas um dia em cada cidade. Era acordar em Berlin, na Alemanha, e dormir em Amsterdam, na Holanda. A ânsia foi tanta que, quando montamos o roteiro, nem nos demos conta de quão escasso seria o tempo… Mas, é aquela coisa… Mochileiro de primeira viagem, com espírito mais turístico que aventureiro, quer mais é conhecer o máximo de países possível, ao menos pra dizer “Já estive lá!”. É ou não é ou não é? É! – já diria a Edith, do Terça Insana.

Boa parte do nosso tempo nós gastamos viajando de trem, o que foi uma experiência em si e, no fim, valeu as horas “perdidas”. Mas foi muito corrido e cansativo. Perdemos até um pouco da noção de tempo e espaço. Já não sabíamos onde havíamos experimentado a salsicha, visto a bandinha, bebido aquela cerveja ou apreciado aquele monumento em arco. Fora as inúmeras dores no corpo, o pé lotado de band-aid e até uma inevitável cochilada no busão turístico, dada a noite bem mal dormida…

Desse jeito, não deu pra conhecer nossos destinos direito. Foi como resumão de cursinho em véspera de vestibular. Aqueles pontos turísticos principais, bate a foto, tenta almoçar num lugar típico, janta um lanche comprado na estação e comido no trem. Não deu pra ter muitas experiências locais de fato. Assim, ficou difícil ter uma opinião mais consistente sobre as cidades/países que visitamos. Mas tentamos ao máximo caminhar, pegar transporte público, perder-nos e encontrar-nos com mapas e perguntando na rua, arranhar a língua local e observar o jeito das cidades e das pessoas.

Posso dizer, ao menos, que tenho as minhas impressões de cada lugar, mais ou menos ultraturísticas, mais ou menos milesimamente planejadas. Tive que me esforçar para, primeiro, convencer minha mãe a não comprar um pacote da CVC e planejar a viagem de forma independente; e, depois, a não fazer aqueles bus tours pagos, em ônibus de dois andares que eu sempre vi em Londres e abominei. Não tiro o mérito de ter um guia que te leva aos lugares “certos” e explica na sua língua o que cada coisa significa. Mas caminhar e descobrir por si mesmo (claro, com a ajuda do guia de papel) é mais emocionante. Ainda que você acabe conhecendo menos coisas (sobretudo quando o tempo de viagem é limitado como foi o nosso) e tenha que anotar nomes no bloquinho pra consultar o Mr. Google depois e entender aquilo que você viu e tirou fotos na frente, sorrindo… Pior ainda quando você nem anota…

De tudo o que vi, tendo gostado a primeira vista ou não, demais ou de menos, o que ficou foi mesmo uma vontade imensa de conhecer mais. De viajar com mais tempo e menos culpa de “perdê-lo” pra disposição de sentar no parque ou à beira do rio por mais de 15 minutos, de conversar com mais gente, de explorar aquela ruela que parecia não dar em nada, de contemplar mais antes de fotografar. Ou seja, vontade de voltar, sem tantas obrigações turísticas. Dessa vez, com uma necessidade mais, digamos, antropológica.

Não sei quando poderei voltar à Europa depois desse tempo morando fora. Mas, enquanto ainda estou aqui, sigo planejando o outro mochilão, dessa vez sem companhia fixa, para outros destinos, no Leste Europeu. Meu presente de despedida pra mim mesma. Mas nada de 6 destinos em 11 dias…

* * *

Esse post não acaba aqui. Em breve publico uma série de posts sobre cada cidade visitada e o “Guia para (e por) Marinheiros de Primeira Viagem”😉

 

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