Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Um dia que poderia não ter sido, mas foi 18/06/2012

Filed under: Comportamento,Divã — Aline Moraes @ 10:07 PM

Peço desculpas aos meus queridos leitores inexistentes, mas eu vou postar algo bem pessoal. Desabafo mesmo. É que se eu não cuspir pelos dedos os acontecimentos de hoje, eu estouro (porque “explodo” não existe).

Primeiro dia de fonoaudióloga, investimento pessoal no trabalho. E foi por causa dele que me atrasei e perdi a sessão. And nobody really seemed to care… Eai, como vai ficar a cada OFF não fechado a tempo e a sessão que podia ter sido e não foi?

Ok, hoje, a fono já era. Vou aproveitar para assistir àquele filme do Polanski que ficara para depois. Lindo. Comprei meu frozen yogurt com blueberries and almonds e, sério, essa foi a única parte boa do dia. Sorte de quem votou contra o filme na semana passada. Foi uma merda! A ideia era boa, mas que diálogos forçados! Porra! E o que foram todas aquelas idas e vindas, do apartamento-para-hall-de-volta-ao-apartamento???? Cada frase, cada expressão e, sobretudo, cada desculpa para não tirar os quatro atores daquela sala eram como uma peça de quebra-cabeça que parece com a certa, mas não é, só QUASE encaixa. E não me venha justificar dizendo que era para ser caricato. Não. Não funcionou! Os diálogos com Christoph Waltz em Bastardos Inglórios, sim, eram bons – e olha que foi de Waltz que eu menos desgostei em Deus da Carnificina. Saí do cinema desconsolada.

Pelo menos o gosto bom de blueberry ainda estava na boca, o que me lembrou de que eu precisava de um salgado. Na falta de melhores opções perto de casa numa segunda-feira sem temakis ou bolinhos Maria Eunice, fui ao McDonalds. Tomaram a minha vez na fila, comi ouvindo o festival de arrotos na mesa do lado oposto e a loira boca-suja que estava logo a minha frente, não satisfeita em fumar, ainda disparou a bituca do alto do terraço, que bateu na proteção telada e, se não pegou em alguém lá embaixo, ajudou a sujar mais a calçada num ato de desprezo ainda maior que o usual dos fumantes. O companheiro dela teve ainda a oportunidade de flagrar no meu rosto o semblante da descrença na humanidade.

Aliviada por estar dando a última mordida no meu Cheddar McMelt, eis que a filhinha da boca-suja coroa a minha noite: “Mamãe! Mamãe! Eu fui pegar batata, daí falei pro cara colocar um pouco mais e ele pôs um monte!”, se achando a malandrinha. “É isso ae, filha! É nóis que tá pagando essa porra!!!”. Damn… 

E tudo isso aconteceu porque eu perdi a fono. Obrigado, Murphy, por um dia que poderia não ter sido, mas foi. One shit after another…

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