Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Brindando à casa nova com… “Deus” 07/04/2013

Filed under: Cervejas,Cotidiano — Aline Moraes @ 1:20 AM
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Sábado, 6 de Abril de 2013, vai ser para sempre uma data memorável. O dia em que comecei a mudança pro meu próprio cafofo! Já estou nesse processo há meses, desde que fechei o financiamento com a CAIXA, desde que peguei as chaves do apê, desde que o pedreiro começou a reforma… Mas hoje… hoje a casinha começou, de fato, a deixar de ter cara de joelho de alvernaria. Dei banho, cortei o cabelo, troquei de roupa… Tá virando gente! A satisfação não tem tamanho! Mas tem sabor… Dela, da cerveja mais esperada desdo o curso de degustação. A mais falada. A mais cara. E que não podia ter nome melhor, diante de tanta adoração e especulação: Deus. Sim, chama-se Deus. Maiúsculo mesmo. Sem medo nenhum de não ir pro céu por isso.

Deus é uma belga refermentada na garrafa. Por isso, é mega espumante! Quando fomos abri-la, a rolha voou como na hora de estourar uma champagne. No copo, as leveduras ficam em polvorosa, trabalhando feito loucas, soltando um monte de gás. Se você piscar um pouco mais demoradamente, a espuma já terá se derramado sobre a mesa. E o resultado é rápido: 11,5% de álcool na cabeça. As risadas vieram rapidinho hehe. “Sempre em nome da ciência, sempre em troca da vivência“. Amém! Era dia de comemoração, estamos perdoados 😉

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A saga do entulho – e outras estórias 14/02/2013

Filed under: Cotidiano — Aline Moraes @ 11:32 PM
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Meu mais recente sonho tem sala, quarto, cozinha, banheiro e lavanderia. Tem número, tem endereço. E tem entulhos amontoados. Tinha. Hoje foi o dia de me livrar daquilo que aquele lugar era, e dar espaço para o que ele vai ser. Opa, já é. Meu apê!

Antônio, o pedreiro das celebridades! ;)

Antônio, o pedreiro das celebridades! 😉

trabalhei num site de decoração, mas nunca me preparei de verdade para encarar uma reforma, ainda que pequena. Se não fosse a ajuda da minha Mamis, que adora botar uma parede abaixo, acho que cada etapa teria dado errado. Como deu a de hoje.

A singela obra lá de casa rendeu 30 sacos de gesso e mais alguns entulhos. Resolvi não contratar uma caçamba (haviam me dito que custava uns R$200tão!). Papis tem um carro utilitário, então resolvi pegar emprestado e levar eu mesma o lixo, em duas viagens, até o Ecoponto da Prefeitura. O mais próximo fica na Luz, bem na boca do que era-é a Cracolândia. Mesmo assim, fui adiante com o plano. Sairia ridiculamente mais barato. Pois bem. Sairia. Se o entulho tivesse saído da caçamba do carro.

Chegando ao Ecoponto, onde consta uma placa dizendo que aceitam “Entulhos de construção”, a moça vestida com um uniforme verde me disse que “Gesso a gente não aceita”. Aparentemente, o aterro (ou wherever) não aceita o material porque ele não é reciclável. Mas isso não consta no site da Prefeitura:

“Ecopontos, que são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis. Nos Ecopontos, o munícipe poderá dispor o material gratuitamente em caçambas distintas para cada tipo de resíduo.”

São 3 tipos de resíduo, certo? Entulho / grandes objetos / recicláveis. Convenço-me de que estou com a razão quando a mesma moça de verde vai conversar com o outro cara de verde que estava enchendo o caminhão da Prefeitura pra ver o que era possível fazer. Claro que ele veio pedir uma “pequena contribuição para reforçar o café”. Fiquei puta! Confesso que, se ele aceitasse pegar meu entulho pelos únicos R$20 que eu tinha, eu teria deixado. Mas, mesmo assim, ficaria fula. Ele pediu R$30 (para dar R$10 para cada um que estava trabalhando no caminhão. Faria diferença para eles? Se fosse fazer mesmo, já que é tão pouco, o episódio me deixa ainda mais triste ao relembrá-lo). Mas, enfim… eu não tinha. De repente, parece que um fiscal “chamou no rádio” e eles não puderam mais “quebrar o galho“. Aham…

Voltei com uma mão no volante, outra no câmbio, a cara emburrada e um carro cheio de entulho, sem saber o que fazer com ele. Me restou levar tudo de volta pro apê e contratar a bendita caçamba. A princípio,  R$280. Consegui baixar para R$250 porque só precisaria dela por um dia, não por três, como costuma ser quando você contrata uma. No fim, tentei economizar, não teve jeito. Gastei e gastei a mais. O bom e velho e odioso conselho: “O barato sai caro”. Ok, beber (ooops, errar), cair e levantar.

Mas esse contratempo, perto do que deu tão certo, nem se sente. Conseguir um pedreiro de confiança que dê conta de todo o serviço e ainda te ajude nessa lambança toda do entulho com um sorriso no rosto, não tem preço! Tá, tive uns contratempos também com a imobiliária contratada pela proprietária, mas já passou. A escritura (ou melhor, a prova da dívida eterna que tenho com a Caixa) está comigo e a reforma tá quase acabando. Logo logo, aquele cafofo terá minha bagunça e meu cheiro. Meus enfeites e minhas músicas. Meus textos e minhas confissões. Meus amigos e meus amores. Meus sonhos. Muitos deles, muitos mais!

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