Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Brindando à casa nova com… “Deus” 07/04/2013

Filed under: Cervejas,Cotidiano — Aline Moraes @ 1:20 AM
Tags: , , , , , , ,

Sábado, 6 de Abril de 2013, vai ser para sempre uma data memorável. O dia em que comecei a mudança pro meu próprio cafofo! Já estou nesse processo há meses, desde que fechei o financiamento com a CAIXA, desde que peguei as chaves do apê, desde que o pedreiro começou a reforma… Mas hoje… hoje a casinha começou, de fato, a deixar de ter cara de joelho de alvernaria. Dei banho, cortei o cabelo, troquei de roupa… Tá virando gente! A satisfação não tem tamanho! Mas tem sabor… Dela, da cerveja mais esperada desdo o curso de degustação. A mais falada. A mais cara. E que não podia ter nome melhor, diante de tanta adoração e especulação: Deus. Sim, chama-se Deus. Maiúsculo mesmo. Sem medo nenhum de não ir pro céu por isso.

Deus é uma belga refermentada na garrafa. Por isso, é mega espumante! Quando fomos abri-la, a rolha voou como na hora de estourar uma champagne. No copo, as leveduras ficam em polvorosa, trabalhando feito loucas, soltando um monte de gás. Se você piscar um pouco mais demoradamente, a espuma já terá se derramado sobre a mesa. E o resultado é rápido: 11,5% de álcool na cabeça. As risadas vieram rapidinho hehe. “Sempre em nome da ciência, sempre em troca da vivência“. Amém! Era dia de comemoração, estamos perdoados 😉

* * *

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

De Bruer – 101 Cervejas (e mais…) 23/01/2013

Filed under: Cervejas,Cotidiano,London — Aline Moraes @ 11:16 PM
Tags: , , ,

Só gosto dos bares
às terças e quintas.
Nesses dias,
todos os pares são ímpares.

Penso como Marilda Confortin, autora das palavras acima. Bares de terça, principalmente! Quem desposa uma cadeira de madeira na calçada e bebe uma cerveja no começo da semana só pode ser um verdadeiro amante de beber. Daquele que fica feliz, e não necessariamente alegre. Pois ontem (terça-feira!) foi um desses dias ímpares.

De BruerConheci o bar De Bruer, especializado em cervejas gourmet e artesanais, e 90% do cardápio é de brasileiras. Indicação certeira dada por um colega de trabalho que é amigo do Oliver, o dono. Tenho em comum com ele duas coisas muito importantes na minha vida: a paixão por cerveja e o cordão umbilical – que nunca se corta – com Londres. Oliver viveu na Inglaterra por sete anos e disse que explorou bastante os pubs do interior. Em UK, você AMA o bar do seu bairro, AMA cerveja, cultua-a, faz festival e, claro, bebe pra cacete. Não sei bem o quanto a experiência britânica o influenciou, mas fato é que Oliver abriu, no final do ano passado, o seu próprio bar de cervejas.

O lugar é pequeno e simpaticíssimo! Mesinhas de madeira na parte de dentro e algumas na singela varanda do lado de fora, e que não atrapalham a passagem na calçada. Garçons atenciosos, indicação de cerveja, música ambiente de primeira qualidade (bastante jazz) e um kebab de cordeiro de-li-ci-o-so! A conta? Bom, cervejas gourmet não são baratas. Lá, o mínimo que se paga é R$6,90 por uma garrafinha de 300 e tantos mL. Ou pelo chopp Dama, de Piracicaba, que é uma delícia! E a cifra pode passar dos R$80 por uma garrafa de 750mL. Mas, sérião, vale a pena

Degustar cerveja, para mim, é sempre um prazer. Faço em casa. Faço até sozinha. E faço sempre com um sorriso no rosto, porque é gostoso demais. Mas degustar uma boa cerveja num lugar bacana, que preza por aquilo que serve, que tem carinho pelo sagrado suco de cevada e lúpulo… é quase orgásmico. Veredicto: De Bruer, recomendadíssimo. Só faltou conversar mais com o Oliver, que corria de um lado para o outro. Pelo visto, tem mais gente que concorda com o poema da Marilda… Da próxima vez, vou de segunda 😉

DegustaçãoCervejas degustadas
Infinium – Belgian Strong Ale – Brewer: Weihenstephaner/Samuel Adams (GER/EUA)
Summer Lady – Weissbier – Brewer: Dama Bier (BRA)
Açaí – Stout – Brewer: Amazon Beer (BRA)

Veredictos:
Infinium: apesar de cara, a Infinium não está entre as melhores que eu já tomei. Continuo com a Delirium Tremens, no mesmo estilo, e com as Tripel – Karmeliet e Carolus.

Summer Lady: tanto essa Weiss quanto o chopp Munchen da Dama são gostosos. Suaves, refrescantes, aromáticos… Vale conferir!

Açaí: putz… superar a Taberebá (feita com cajá) é difícil para a Amazon Beer. Eu amei essa cerveja! Uma witbier deliciosamente aromática e refrescante (adjetivo repetido mesmo, não é falta de criatividade rs). Já a Açaí… Bom, eu não curto Stout, pra começar, então ela já estava em desvantagem quando chegou na mesa. Mas o que eu gostei é que o açaí suavizou o amargor da cerveja sem perder a característica do estilo.

Serviço:
De Bruer – Rua Girassol, 825, Vila Madalena, São Paulo
Tel.: 3812-7031

 

Brejas premiadas WBA 2012 23/12/2012

Filed under: Cervejas — Aline Moraes @ 3:59 PM
Tags: , ,

Os últimos posts foram muito introspectivos… Então, em véspera de feriado (eu vou trabalhar, mas ok), vamos falar de coisa boa, vamos falar da Tekpix! Ooops, melhor… de Bierland, de Bamberg, de Baden Baden… A notícia é de Setembro, mas eu só vi hoje, então faz de conta que é coisa super quente, ok?!

Desde 2007, as melhores cervejas do mundo são premiadas no WBA – World Beer Awards! Claro que essa ideia surgiu em UK, o mesmo país que é Rei das Ales, que criou a CAMRA – Campaign For Real Ale, que publica uma revistinha distribuída nos Pubs só sobre Ales e que até estampou a capa de uma das edições com o Mayor de Londres, Boris Johnson!

Bierland ViennaDando uma olhada nas vencedoras da edição 2012, vi que uma delas está na minha coleção! É a Bierland Vienna, breja tipo Lager / estilo Amber que é produzida em Blumenau, SC. A minha garrafa veio de Brasília, onde conheci o rótulo. Aliás, eu bebi uma cerveja duplamente premiada: Melhor Amber das Américas e Melhor Amber do Mundo! Poxa, achei incrível já ter experimentado, antes de sair o resultado, uma breja BRASILEIRA tão bem cotada mundo afora! Ela tem uma cor meio âmbar, meio avermelhada. Garante amargor no final, mas é um pouco adocicada também por causa do malte. O melhor são as notas florais e cítricas no aroma (combinação que eu adoro!).
(more…)

 

Que tal harmonizar cerveja com chocolate? ;) 05/04/2012

Filed under: Mídia & Jornalismo — Aline Moraes @ 10:21 PM
Tags: , , , ,

Esta matéria foi publicada hoje no Portal Casa.com.br, da Editora Abril – que até esta quinta-feira, dia 5 de Abril, véspera de feriado achocolatado, foi meu local de trabalho. Desde setembro de 2011, pouquinho depois que voltei de Londres, eu dou minhas digitadas por lá. Trabalhei com uma galera incrível, melhorei meu texto depois de um ano parada, entendi que decoração não é (necessariamente) coisa de gente fresca e aprendi, sobretudo, que um local de trabalho agradável e divertido é o que faz a gente acordar cedo de manhã, pegar o ônibus, o metrô, o trem e chegar sorrindo!

Poxa, e quer melhor redação do que essa, que me deixou produzir e publicar uma matéria de Páscoa sobre uma das minhas paixões, a cerveja????? Achei que ficou bem legal, espero que vocês também gostem e experimentem!
 

Chocolate e cerveja: uma combinação que dá certo

Quando você pensa em cerveja, que gosto vem à cabeça? Amargo? E se propuserem beber cerveja e comer chocolate juntos, a qual conclusão você chegaria? Não dá certo, não é? Mas, se você der uma chance para outros tipos da bebida, que não as cervejas brasileiras mais comuns (tipo Pilsen), pode se surpreender com essa inusitada combinação 

 

Curso de cerveja Parte 1 – De pai para filha 14/03/2012

Filed under: Comportamento,Cotidiano — Aline Moraes @ 1:40 AM
Tags: ,

Reza a lenda que, quando eu tinha uns três anos, passei pelo meu primeiro teste cego. Meu pai molhou o bico da mamadeira no guaraná e outro na cerveja. Adivinha qual eu escolhi??? Acho que foi ali que começou minha paixão pelo suco de cevada.

Virei expert em preparar cerveja. Buscava a latinha trincando de gelada, abria o lacre (sentindo o prazer daquele barulho inaugurador) e salpicava o entorno da abertura com sal. Um pouco eu deixava cair dentro da lata. Era assim que meu pai gostava de beber. Era o nosso ritual. Às vezes, ele despejava o líquido de ouro no copo e me deixava beber a espuminha. Lembro como era gostoso molhar meus lábios naquilo, um misto de salgado e amargo que não intimidava o meu paladar de criança. “Opa! Opa! Só a espuminha…!”, dizia meu Papis quando eu virava o copo um pouquinho demais. “Isso só quando você fizer 15 anos”.

Não lembro quando foi meu debut, mas tenho certeza de que foi com meu pai. Sei que meu primeiro porre não foi com ele (e nem de cerveja), mas já ficamos bêbados juntos e, por mais que pareça politicamente incorreto, gosto de partilhar essa contravenção com meu pai. Acho que poucos filhos (e, principalmente, filhas) tiveram e mantêm esse prazer.
(more…)