Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

O caminho 18/02/2013

Filed under: Cotidiano,Divã — Aline Moraes @ 10:07 AM
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ImagemMensagem de pós-aniversário:

“você pára
a fim de ver
o que te espera
só uma nuvem
te separa
das estrelas”

Paulo Leminski,  Caprichos & Relaxos

 

Brisa de escolhas 21/05/2010

Filed under: Divã,Viagens — Aline Moraes @ 9:38 PM
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O céu tem o poder de me fazer sair do meu próprio corpo. Quando paro, de fato, para olhá-lo e tentar encontrar as Três Marias, depois o Cruzeiro do Sul e, então, admirar indefinidamente cada ponto brilhante, eu consigo me desligar do mundo.

Estive na Bahia de Todos os Santos (ainda que eu não acredite em nenhum) nessa semana. A trabalho. Nem por isso ruim. Ao contrário. Foi uma experiência incrível. Descobri e entendi muitas coisas nesses três dias de viagem. Não fui à praia. Não tomei Sol. Não passei a tarde em Itapuã. Como disse, estava a trabalho, para conhecer um projeto no semi-árido baiano. Estar longe da praia era necessário. Mas não desisti de tentar ao menos ver o mar, senti-lo nem que de longe.

No último dia da viagem, chegamos bem tarde à Salvador. Com tempo só de lavar o pé e o rosto para jantar e, então, dormir para acordar às 5h30 e partir para São Paulo. Jantamos calmamente, apesar do tempo apertado, num delicioso restaurante japonês. Voltamos ao hotel já passava da meia-noite. Dava para ouvir o barulho do mar quebrando ali pertinho. O hotel era “pé na areia”. E tinha aquelas piscinas cuja água parece se confundir com a prima salgada do mar. Não resisti.

Fui ao deck e me deparei com aquele marzão todo… poucas luzes… ondas quebrando forte nas pedras… estrelas entremeadas por algumas nuvens… aviões rasgando o céu noturno (deviam levar jornalistas como eu, e turistas, e gringos, e executivos e parentes distantes). Só sei que me deitei à 1h30 da manhã. Por mim, teria dormido ali mesmo.

Naquele momento, de madrugada, consegui sair de mim, como não acontecia há muito tempo. Deixei a brisa do mar, fresquinha, bater nos meus braços abertos. Contemplei por um tempo aquele infinito azul marinho, ergui meu rosto até as estrelas, sorri e agarrei a imagem com meus olhos fechados. Fiquei assim por um bom tempo. Braços abertos, olhos fechados. Agradeci. Agradeci a Deus por tanta beleza, por tanta simplicidade. Agradeci por estar ali, por estar viva, por estar disposta. Agradeci pelo dia de trabalho tão cheio de coisas para aprender. Agradeci.

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Ponto de luz 14/04/2010

Filed under: Cotidiano,Textos meus — Aline Moraes @ 10:39 PM
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De repente, vi a lua

crescendo no canto da rua

Que nada!

Era só o poste de luz

que se acendeu

coisa de paulistano

feito eu…

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