Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Take a seat, make a friend 20/08/2013

Filed under: Comportamento,Cotidiano — Aline Moraes @ 10:38 AM
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Dizem que somos todos irmãos, estamos todos conectados de alguma forma. Ao mesmo tempo, temos receio do outro, do suposto estranho. Quando vejo o prazer, a satisfação genuína que as pessoas sentem em quebrar essa barreira, faz para mim todo o sentido essa conexão metafísica. Nós queremos estender a mão em meio a essa rotina e devir loucos, e sentir a pressão de outra, que também se estendeu na mesma busca.

Se tem uma coisa que me deixa genuinamente feliz – aquela felicidade sem motivo aparente, que se faz da pura alegria de se perceber vivo e divino num mundo de pessoas vivas e divinas – é quando eu trombo com um desconhecido na rua, no metrô, na fila, trocamos algumas palavras e sorrisos, talvez até experiências e histórias, e meu coração se enche de um amor ingênuo. Não conheço aquela pessoa e, mesmo assim, sinto o amor invadindo. É dos sentimentos mais lindos, porque vem da alma (é tão melhor quando eu digo “soul”. Em português, soa piegas rs. Ok, fecha parênteses).

Já vi várias experiências de pessoas que se sentam na calçada, colocam um plaquinha e oferecem abraços, beijos, contação de histórias… Uma amiga que está viajando o mundo (atualmente, está na América Latina) fez isso para ouvir histórias do povo local sobre a História daquele país. Eu já pensei nisso. Tenho tanta vontade de perguntar “qual sua história” por aí……. Cada um de nós é um universo, dizia Raul. Imagina quanta coisa a descobrir, quanta gente pra inspirar e ser inspirado…….

Daí hoje topei com este vídeo aqui. Uma piscina de bolinha que convida a entrar com um desconhecido e sair com um amigo. Somos todos bolinhas como aquelas – e somos todos especiais!

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A Carta e o Vírus 09/05/2013

Filed under: Comportamento,Cotidiano,Divã — Aline Moraes @ 11:47 PM
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Ela é endereçada a mim, a você… A nós que – mesmo a trancos e barrancos – sabemos que a tal felicidade é uma busca cheia de esperança e contentamento pelo caminho. Que “a tristeza tem fim“. E que os momentos bons é que ficam

Não vá levar tudo tão a sério…
Sentindo que dá, deixa correr.
Se souber confiar no seu critério,
Nada a temer.

Não vá levar tudo tão na boa…
Brigue para obter o melhor!
Se errar por amor, Deus abençoa.
Seja você.

No que sua crença vacilou,
A flor da dúvida se abriu…

Ah, se todo o mundo pudesse saber
Como é fácil viver fora dessa prisão
E descobrisse que a tristeza tem fim
E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão.
[Entendeu?]

É esse o vírus que eu sugiro que você contraia.
Na procura pela cura da loucura,
Quem tiver cabeça dura vai morrer na praia…
[Viu?!]

 

Crise de pânico. Causa: felicidade em excesso 23/03/2012

Filed under: Comportamento,Cotidiano,Saúde — Aline Moraes @ 11:19 PM
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Que bizarro dar, como causa de uma crise de pânico, o seguinte diagnóstico: excesso de felicidade. Isso existe???! Hein, isso existe??? Foi a conclusão a que eu cheguei dias atrás, para a crise de uma amiga. Quando vai tudo bem na vida de uma pessoa – ela tem um emprego que a satisfaz, faz a pós-graduação que sonhou, se dá bem com os velhos e novos amigos, vive com o amor da sua vida -, o que raios pode desencadear uma crise de pânico????

Vamos lá, busquei no site da Scientific American a definição dessa so called síndrome que chega a ser considerada uma doença:

O ar parece faltar, o coração fica acelerado, o suor empapa a roupa. Esses são apenas alguns sintomas de uma crise de síndrome do pânico, também caracterizada por boca seca, tremores, tonturas e um mal-estar geral, acompanhados pela sensação de que algo terrível irá acontecer. A pessoa sente que pode morrer ou enlouquecer nos minutos seguintes.
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Nem “pelo”, nem “para, nem “por” 03/02/2012

Filed under: Divã,Textos meus — Aline Moraes @ 7:17 PM
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Que inebriante é estar feliz por um novo amor

Pelo emprego conquistado depois de meses desempregado

Pelo nome na lista de aprovados no vestibular

Pelo novo corte de cabelo, visual repaginado

Pelo carro zero saído da agência, cheirando a novidade

Pela chave da casa própria, depois de anos de aluguel

Pelo filho que acabou de chegar ao mundo

Pelo nocaute numa doença séria

Por pousar no destino dos sonhos

Por realizar aquela loucura de juventude

Pela festa de quinze anos

Pelo primeiro beijo – e a primeira transa

Vale a pena ser feliz por tudo isso

e muito mais. Muito mais!

Mas acho que não há felicidade mais pura

do que aquela que não tem “pelo”

nem “para”, nem “por”, nem porquê.

Só aquele sorriso fácil de manhã.

 

Quem consegue ser alegre o tempo inteiro? 12/04/2010

Filed under: Divã,Frases que viram posts — Aline Moraes @ 10:28 PM
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“Vencer sempre pode ser um inferno.”

Puta frase forte. Eu a li hoje num artigo da Folha Ilustrada (na íntegra, no fim do post), que falava sobre a Virgínia Wolf. Me fez lembrar que ainda quero ler alguma obra dela e assistir ao filme “As Horas”. E me fez lembrar de uma das edições do jornal laboratório que fizemos na faculdade, o Claro! Depressão. A ideia era discutir essa necessidade de ser feliz a todo custo – nem que seja à custa de uma caixa de Prozac.

Às vezes, eu me acho anormal por questionar tanto a minha vida, o que eu faço, a minha família, os valores, até as minhas vitórias (porque acredito no que a frase diz)… Faço isso constantemente porque não consigo fazer de conta que tá tudo 100%, que não sou hipócrita.  Todos somos de alguma forma, em algum momento. E eu tento lutar contra a minha hipocrisia todo dia. Não que isso signifique uma vitória diária. Mas, pelo menos, isso faz de mim um pouco menos hipócrita.

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