Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Poesia. Poetry. Shi 26/04/2012

Filed under: Comportamento,Cultura — Aline Moraes @ 2:12 AM
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Saudosismo e saudade não são sinônimos.
Um aprisiona, a outra se alimenta do que sente falta
para criar algo novo. Hoje de um jeito,
amanhã de outro.”

Mestre Guimarães Rosa quem disse isso, e eu encontrei essa frase na parte de trás de um marca página que peguei no Cinesesc ontem. Na parte da frente, o filme “Girimunho”, que estreia naquele cinema no dia 27 de Abril. Mas eu estava lá por causa de outro filme, “Poesia”, do sul-coreano Lee Chang-dong.

Em coreano, “Poesia” se resume a este único símbolo e a uma única sílaba: Shi

Pra variar, cochilei no filme e sinto que perdi partes importantes. Tá, pula essa parte. Apesar das pescadas, não deixei de reparar em quão boa é a atriz que interpreta a Mija, uma senhora de 66 anos (mesma idade de Yun Jeong-Lee na época, em 2010) que vive com o neto adolescente. Ela descobre que está desenvolvendo Alzheimer – assim como meu Vô Antônio – quando conta ao médico que tem esquecido palavras simples do cotidiano, e então decide se matricular num curso de poesia.

O professor começa a aula mostrando uma maçã, defendendo que, apesar de termos visto a fruta milhares de vezes ao longo da vida, não sabemos o que ela é de fato, porque não enxergamos além. A realidade é, portanto, muito complexa para uma olhadela dar conta. Assim, ele desafia os alunos a olharem ao redor com o objetivo de conhecerem o que veem. E Mija topa a empreitada.
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Para que servem os créditos finais de um filme 29/01/2012

Filed under: Cotidiano,Cultura,Divã — Aline Moraes @ 7:57 PM
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Que pedantes aqueles que ficam no final do filme para assistir aos créditos, dizem por aí.

Sabe, eu confesso… sou desses. Conheço 0,000009% dos nomes que rolam pela tela – provavelmente, menos que isso, aliás. Mas gosto de ficar ali, sentada, assistindo ao movimento das letras acompanhando a trilha sonora. É a chance de, ainda mergulhada naquela atmosfera, pensar sobre tudo que vi, lembrar da cena mais engraçada ou de secar as últimas lágrimas.

É, do filme, a minha despedida.

Assisti hoje a esse filme pela primeira vez. Os créditos - em italiano, que eu desconheço - me foram muito úteis.

 

Um (ótimo) estranho no ninho 03/04/2010

Filed under: Cotidiano,Cultura — Aline Moraes @ 12:04 AM
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Nesse feriado, fui ao cinema com meus pais. Cinema de shopping, aquela coisa bem Blockbuster mesmo, com direito a filas enormes para comprar pipoca. Não é o tipo de cinema onde eu costumo ir, mas até que é legal ter alguém para ir ao Cinemark pra variar… E fomos lá para assistir a Ilha do Medo – “humm… acho que meu pai vai gostar desse thriller”.

Saí de casa dizendo que o diretor é muito bom, super aclamado, etc etc etc. E, apesar do comentário, percebi que eu não havia me dado conta de que estávamos indo assistir a um filme do Scorsese. Devia ter pensado que não seria um thriller qualquer – e que meu pai talvez não gostasse no fim…

Bom, eu achei genial! Trilha sonora precisa, direção e fotografia impecáveis, enredo muitíssimo bom (baseado no livro “Paciente 67”, de Denis Lehane), um suspense psicológico que, de fato, mexe com a sua cabeça. Uma história sobre culpa, vingança e loucura. Enfim… não vou ficar aqui falando do filme, até porque ele estreou há pouco e eu não quero antecipar nada. Mas é uma ótima experiência cinematográfica.

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Réquiem para um sonho 28/03/2010

Filed under: Cotidiano,Cultura — Aline Moraes @ 11:54 PM
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Faz uns quatro anos que eu quero ver esse filme. A primeira vez foi na faculdade, em 2006. Perdi o ingresso pra sessão no Cinusp porque fiquei presa no Poupatempo (que ironia, não?).  Seria a primeira vez que usaria o Cinema da USP. Parecia que eu só poderia ter visto o tal filme lá. Porque, desde então, o filme ficou longe de mim. Não achava nas locadoras. “Tá alugado” ou “Xiii, não temos…”. Depois de um tempo, esqueci. Depois, lembrei e continuei sem achar. Um dia passou no Telecine Cult, mas já estava no final… Até que me lembraram de algo óbvio: “baixa da internet, oras”.

Resolvi tentar. Não sou muito afeita a alta tecnologia. Torrent? Converter? Isso e aquilo? Muito nome complicado. Digitei o nome do filme no Google e achei um site de free download. Pronto. Pronto? Nada… Veio num formato esquisito. Tentei converter em três programas diferentes. Com o Format Factory consegui, pelo menos, fazer rodar no meu notebook. Já tinha legenda, ótimo! Ótimo nada. O audio veio com delay… Tentei até baixar em outro formato, com mais qualidade, mas aí meu pc não conseguiu ler. Desisti e me contentei com o audio atrasado. Mas não consegui gravar numa mídia de DVD. Me restou assistir no notebook mesmo.

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