Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Velha Infância Nova 11/01/2013

Filed under: Comportamento,Cotidiano — Aline Moraes @ 8:50 AM
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Eu tive uma infância fantástica! Fechavam a rua de casa pra jogar volei, basquete, bolinha de gude, peão. Meu pai fazia e empinava pipa com a gente. Eu e ele andávamos até de kart pela vizinhança (ele construiu o dele e o meu!). Eu tinha o cabelo (na época, também cacheado) todo embaraçado, o joelho todo ralado, a cara meio suja… Ossos do ofício de brincar de ser criança. Era bom, viu…

Foi por ter vivido tempos tão bons nos Anos 90 que eu me surpreendi nesse Final de Ano. Há 18 ou 19 anos que a família Moraes passa o Reveillón junta, numa festa chamada Fecofama (Festa de Confraternização da Família Moraes e Amigos). Na minha época de criança, a gente fazia até gincana, tipo “Passa ou Repassa”, com direito a “torta na cara” e tudo! Mas a criançada cresceu e o perfil da festa mudou. Meus primos mais novos são da era do videogame, xbox, wii, computador, celular, tablet. Não querem mais brincar de “caça ao tesouro” na lama. Mas na Fecofama 2012 foi diferente…

Não sei o que aconteceu, se não levaram os videogames ou se simplesmente se esqueceram deles (prefiro pensar na segunda opção). Fato é que passei os quatro dias do feriado vendo meus primos jogando bola, peteca, brincando na balança, na piscina, na fita de slackline que eu leveie até empinando pipa (junto com meu pai, claro! hehe)!!! Voltamos no tempo e eles viveram um pouco da nossa velha infância. Tadinha da tecnologia, não fez falta…

Como na época em que eu pintava minhas bonecas e inventava mil brincadeiras, vi minha prima-sobrinha Beatriz com uma maleta de tintas… De repente, apareceu nas costas do meu pai uma espécie de mapa-mundi desenhado. “É tatuagem“, disse ela. Até mostruário ela fez, com caveirinhas, flores, corações… E essa foi a diversão dela durante o feriado: desenhar, pintar, soltar a imaginação e, assim, ficar próxima da família, como criança nenhuma com um tablet na mão consegue fazer hoje em dia. Eu fiquei surpresa. Até diria emocionada! E a bichinha tem talento!!!
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Foi um Ano Novo muito envolvente. Estar com uma família dessas renova as esperanças nas centenas de dias que se seguirão, nos valores já desacreditados, na infância, num mundo fantástico – mas não virtual. Ser feliz é possível e não exige muito. Só a simplicidade.

 

Curso de cerveja Parte 1 – De pai para filha 14/03/2012

Filed under: Comportamento,Cotidiano — Aline Moraes @ 1:40 AM
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Reza a lenda que, quando eu tinha uns três anos, passei pelo meu primeiro teste cego. Meu pai molhou o bico da mamadeira no guaraná e outro na cerveja. Adivinha qual eu escolhi??? Acho que foi ali que começou minha paixão pelo suco de cevada.

Virei expert em preparar cerveja. Buscava a latinha trincando de gelada, abria o lacre (sentindo o prazer daquele barulho inaugurador) e salpicava o entorno da abertura com sal. Um pouco eu deixava cair dentro da lata. Era assim que meu pai gostava de beber. Era o nosso ritual. Às vezes, ele despejava o líquido de ouro no copo e me deixava beber a espuminha. Lembro como era gostoso molhar meus lábios naquilo, um misto de salgado e amargo que não intimidava o meu paladar de criança. “Opa! Opa! Só a espuminha…!”, dizia meu Papis quando eu virava o copo um pouquinho demais. “Isso só quando você fizer 15 anos”.

Não lembro quando foi meu debut, mas tenho certeza de que foi com meu pai. Sei que meu primeiro porre não foi com ele (e nem de cerveja), mas já ficamos bêbados juntos e, por mais que pareça politicamente incorreto, gosto de partilhar essa contravenção com meu pai. Acho que poucos filhos (e, principalmente, filhas) tiveram e mantêm esse prazer.
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Reencontrando os Smurfs 24/10/2011

Filed under: Cotidiano,Cultura,Viagens — Aline Moraes @ 3:28 AM
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Meu Papai Smurf de pelúcia aproveitando que saiu dos quadrinhos pra saborear uma breja belga 😉

Os homenzinhos azuis, que têm “duas maçãs” de altura, fizeram parte da minha infância. Mas eu pouco lembrava dos Smurfs. Sabia a música tema, o nome de alguns deles e conhecia a voz do Papai Smurf. Gargamel era um nome conhecido, mas não me recordava do gatinho companheiro dele. Refresquei a memória nesse sábado, quando,  finalmente, assisti ao filme dos Smurfs, que estreou esse ano.
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