Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

A saga do entulho – e outras estórias 14/02/2013

Filed under: Cotidiano — Aline Moraes @ 11:32 PM
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Meu mais recente sonho tem sala, quarto, cozinha, banheiro e lavanderia. Tem número, tem endereço. E tem entulhos amontoados. Tinha. Hoje foi o dia de me livrar daquilo que aquele lugar era, e dar espaço para o que ele vai ser. Opa, já é. Meu apê!

Antônio, o pedreiro das celebridades! ;)

Antônio, o pedreiro das celebridades! 😉

trabalhei num site de decoração, mas nunca me preparei de verdade para encarar uma reforma, ainda que pequena. Se não fosse a ajuda da minha Mamis, que adora botar uma parede abaixo, acho que cada etapa teria dado errado. Como deu a de hoje.

A singela obra lá de casa rendeu 30 sacos de gesso e mais alguns entulhos. Resolvi não contratar uma caçamba (haviam me dito que custava uns R$200tão!). Papis tem um carro utilitário, então resolvi pegar emprestado e levar eu mesma o lixo, em duas viagens, até o Ecoponto da Prefeitura. O mais próximo fica na Luz, bem na boca do que era-é a Cracolândia. Mesmo assim, fui adiante com o plano. Sairia ridiculamente mais barato. Pois bem. Sairia. Se o entulho tivesse saído da caçamba do carro.

Chegando ao Ecoponto, onde consta uma placa dizendo que aceitam “Entulhos de construção”, a moça vestida com um uniforme verde me disse que “Gesso a gente não aceita”. Aparentemente, o aterro (ou wherever) não aceita o material porque ele não é reciclável. Mas isso não consta no site da Prefeitura:

“Ecopontos, que são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis. Nos Ecopontos, o munícipe poderá dispor o material gratuitamente em caçambas distintas para cada tipo de resíduo.”

São 3 tipos de resíduo, certo? Entulho / grandes objetos / recicláveis. Convenço-me de que estou com a razão quando a mesma moça de verde vai conversar com o outro cara de verde que estava enchendo o caminhão da Prefeitura pra ver o que era possível fazer. Claro que ele veio pedir uma “pequena contribuição para reforçar o café”. Fiquei puta! Confesso que, se ele aceitasse pegar meu entulho pelos únicos R$20 que eu tinha, eu teria deixado. Mas, mesmo assim, ficaria fula. Ele pediu R$30 (para dar R$10 para cada um que estava trabalhando no caminhão. Faria diferença para eles? Se fosse fazer mesmo, já que é tão pouco, o episódio me deixa ainda mais triste ao relembrá-lo). Mas, enfim… eu não tinha. De repente, parece que um fiscal “chamou no rádio” e eles não puderam mais “quebrar o galho“. Aham…

Voltei com uma mão no volante, outra no câmbio, a cara emburrada e um carro cheio de entulho, sem saber o que fazer com ele. Me restou levar tudo de volta pro apê e contratar a bendita caçamba. A princípio,  R$280. Consegui baixar para R$250 porque só precisaria dela por um dia, não por três, como costuma ser quando você contrata uma. No fim, tentei economizar, não teve jeito. Gastei e gastei a mais. O bom e velho e odioso conselho: “O barato sai caro”. Ok, beber (ooops, errar), cair e levantar.

Mas esse contratempo, perto do que deu tão certo, nem se sente. Conseguir um pedreiro de confiança que dê conta de todo o serviço e ainda te ajude nessa lambança toda do entulho com um sorriso no rosto, não tem preço! Tá, tive uns contratempos também com a imobiliária contratada pela proprietária, mas já passou. A escritura (ou melhor, a prova da dívida eterna que tenho com a Caixa) está comigo e a reforma tá quase acabando. Logo logo, aquele cafofo terá minha bagunça e meu cheiro. Meus enfeites e minhas músicas. Meus textos e minhas confissões. Meus amigos e meus amores. Meus sonhos. Muitos deles, muitos mais!

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Réquiem para um sonho 28/03/2010

Filed under: Cotidiano,Cultura — Aline Moraes @ 11:54 PM
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Faz uns quatro anos que eu quero ver esse filme. A primeira vez foi na faculdade, em 2006. Perdi o ingresso pra sessão no Cinusp porque fiquei presa no Poupatempo (que ironia, não?).  Seria a primeira vez que usaria o Cinema da USP. Parecia que eu só poderia ter visto o tal filme lá. Porque, desde então, o filme ficou longe de mim. Não achava nas locadoras. “Tá alugado” ou “Xiii, não temos…”. Depois de um tempo, esqueci. Depois, lembrei e continuei sem achar. Um dia passou no Telecine Cult, mas já estava no final… Até que me lembraram de algo óbvio: “baixa da internet, oras”.

Resolvi tentar. Não sou muito afeita a alta tecnologia. Torrent? Converter? Isso e aquilo? Muito nome complicado. Digitei o nome do filme no Google e achei um site de free download. Pronto. Pronto? Nada… Veio num formato esquisito. Tentei converter em três programas diferentes. Com o Format Factory consegui, pelo menos, fazer rodar no meu notebook. Já tinha legenda, ótimo! Ótimo nada. O audio veio com delay… Tentei até baixar em outro formato, com mais qualidade, mas aí meu pc não conseguiu ler. Desisti e me contentei com o audio atrasado. Mas não consegui gravar numa mídia de DVD. Me restou assistir no notebook mesmo.

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