Minhas Folhas de Relva

percepções do cotidiano em letras livres

Saiba empregar o Saudosismo 12/01/2013

“(…) não há bons tempos, só há tempos. Nada de saudosismo, saudosismo é uma espécie de masturbação sem verdadeiro prazer, uma inutilidade atravancadora, que no máximo pode ser empregada para brincadeiras, mas geralmente é perda de tempo. Não, nada disso. Aqueles tempos tinham seu charme, mas eram duros também, cada tempo tem sua dureza, com mil perdões pela filosofia de botequim.”

CLB (ou João Ubaldo Ribeiro, em “A Casa dos Budas Ditosos”)

 

Tudo o que passa 13/04/2010

Filed under: Cultura,Frases que viram posts — Aline Moraes @ 10:12 AM
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Outras da série Leminski…

PASSE A NOITE

passe a peste

passe o verão

passe o inverno

passe a guerra

e passe a paz

passe o que nasce

passe o que nem

passe o que faz

passe o que faz-se

que tudo passe

e passe muito bem

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Quem consegue ser alegre o tempo inteiro? 12/04/2010

Filed under: Divã,Frases que viram posts — Aline Moraes @ 10:28 PM
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“Vencer sempre pode ser um inferno.”

Puta frase forte. Eu a li hoje num artigo da Folha Ilustrada (na íntegra, no fim do post), que falava sobre a Virgínia Wolf. Me fez lembrar que ainda quero ler alguma obra dela e assistir ao filme “As Horas”. E me fez lembrar de uma das edições do jornal laboratório que fizemos na faculdade, o Claro! Depressão. A ideia era discutir essa necessidade de ser feliz a todo custo – nem que seja à custa de uma caixa de Prozac.

Às vezes, eu me acho anormal por questionar tanto a minha vida, o que eu faço, a minha família, os valores, até as minhas vitórias (porque acredito no que a frase diz)… Faço isso constantemente porque não consigo fazer de conta que tá tudo 100%, que não sou hipócrita.  Todos somos de alguma forma, em algum momento. E eu tento lutar contra a minha hipocrisia todo dia. Não que isso signifique uma vitória diária. Mas, pelo menos, isso faz de mim um pouco menos hipócrita.

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Olhares 05/04/2010

Filed under: Cultura,Frases que viram posts — Aline Moraes @ 12:12 AM
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Mais umas da série Leminski…

GIRAFAS

africanas

como meus avós

quem me dera

ver o mundo

tão do alto

quanto vós

* * *

EU

quando olho nos olhos

sei quando uma pessoa

está por dentro

ou está por fora

quem está por fora

não segura

um olhar que demora

de dentro do meu centro

este poema me olha

 

Drops de Leminski 06/03/2010

Filed under: Cultura,Frases que viram posts — Aline Moraes @ 9:01 PM
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Recuperei os poemas do Paulo Leminski que mais curti do livro Caprichos & Relaxos.
Ele faz parte da coleção Cantadas Literárias.

Vou publicá-los aos poucos aqui. Saboreie! =)

Contranarciso

em mim

eu vejo o outro

e outro

e outro

enfim dezenas

trens passando

vagões cheios de gente

centenas

o outro

que há em mim

é você

você

e você

assim como

eu estou em você

eu estou nele

em nós

e só quando

estamos em nós

estamos em paz

mesmo que estejamos sós

 

Textos antigos 15/10/2009

Filed under: Divã,Textos meus — Aline Moraes @ 3:06 AM
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Recuperei alguns textos que escrevi enquanto estava no colégio. Não lembro quanto anos eu tinha, mas acho que nem havia chegado ao colegial (ou talvez prestes a).

Achei engraçado, eles são quase um sinal de bipolaridade (rs). Um tão otimista (e tão irreal). Outro tão pessimista (e tão exagerado). Resolvi publicá-los aqui. Afinal, eles são um pouco de mim ainda.

Se estiver a fim de ler, clique em “mais” e fique à vontade!
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Livros (não só) infantis 27/09/2009

Filed under: Cotidiano,Cultura — Aline Moraes @ 7:18 PM
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O Trem da AmizadeLivro infantil não é coisa de criança. É um jeito – muito especial – de fazer literatura. Comecei a aprender isso com uma colega de trabalho, a Cristiane Rogério, durante minha passagem pela revista CRESCER, da Editora Globo.

Pude perceber o quanto essa visão faz sentido quando peguei emprestado o livro O Trem da Amizade.

Uma história curtinha sobre um homem que passava a vida numa estação de trem (não lembro em que país, mas era na Europa) esperando por alguém que o viesse visitar. Mas ninguém aparecia.

Até que, um dia, ele tem um insight e decide pegar o trem – talvez a sua visita estivesse esperando-o na estação errada! E, a partir daí, ele descobre muita coisa sobre a vida, as relações humanas e a relação consigo mesmo. Um livro inspirador.
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